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Preso por 4 anos, homem foi inocentado após escrever carta comovente: ‘A prisão acabou com a minha vida’

Livre, João tenta lidar com as consequências que o cárcere causou em sua trajetória.

FOTO I REPRODUÇÃO I FERNANDO OTTO

De acordo com a BBC, a história de João começou no final de 2018, quando três ladrões roubaram algumas pessoas na periferia de São Paulo em frente a uma casa. Um dos meliantes estava armado. Os bandidos levaram dinheiro, relógio e um celular durante o assalto. A polícia foi acionada e passou a fazer rondas nas imediações da ocorrência. Algumas horas circulando o local do ocorrido, as autoridades avistaram um homem correndo e foram averiguar a situação, segundo consta no boletim policial.

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O homem com o nome fictício de João, é pedreiro, negro, de 23 anos. Ele voltava de uma balada quando foi abordado. Naquela altura, o rapaz não imaginava que teria sua vida mudada drasticamente. O Jovem foi detido pela polícia, uma foto sua foi enviada pelo Celular, via WhatsApp, a outros policiais que estavam com as pessoas que sofreram o assalto.

Dessa forma, o pedreiro foi incriminado. As vítimas disseram ter reconhecido João como autor do crime, através das imagens. João foi condenado há mais de oito anos de reclusão, ficando preso por quatro anos em regime fechado. O rapaz só conseguiu provar sua inocência, após decidir escrever uma carta endereçada ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Na carta, João pediu ajuda para conseguir auxílio de um defensor público para ajudar a provar sua inocência, alegando que sua prisão e sentença foram ilegais. “Eu estava voltando de uma balada, não sabia de roubo nenhum. Estava correndo porque chovia forte, e eu queria chegar rápido em casa”, escreveu o condenado na carta. O trabalhador desabafou na casa de sua mãe, enquanto segurava uma cópia da carta nas mãos. 

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“A prisão acabou com a minha vida. Parei no tempo”. Finalizou ele. O pedreiro foi absolvido por três dos cinco ministros da 2ª turma do Supremo, que concordaram que a prisão do jovem não seguiu a lei, as provas não teriam sido suficientes para condená-lo.

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Escrito por Valeria Soares

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