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Caso Henry: menino teria chegado com vida ao hospital e lesões gravíssimas causadas pelos médicos, diz perito

O perito contratado pela defesa explicou, cientificamente, todas as vinte e três lesões sofridas por Henry Borel Medeiros.

Reprodução: Hugo Gloss / Direito News - Fotomontagem por Vieira Filho

A morte do jovem Henry Borel Medeiros, de apenas quatro anos de idade, ocorrida em 8 de março de 2021, vem repercutindo até os dias atuais, tendo em vista que o julgamento da mãe do garoto, Monique Medeiros da Costa e Silva, e de Jairo Souza Santos Júnior, padrasto, encontra-se em aberto.

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Nesta terça-feira (01), ocorreu uma nova audiência do caso, realizada perante o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ocasião em que diversas novas constatações sobre a morte do garoto vieram à tona e trouxeram outra perspectiva em relação aos fatos anteriormente divulgados. Uma das principais alterações relaciona-se à constatação do perito no sentido de que o menino teria chegado com vida ao Barra D’Or, hospital situado na Barra da Tijuca, zona nobre do Rio de Janeiro.

Além disso, o perito Sami El Jundi, habilitado pela Justiça para atuar no caso, informou que inúmeras das lesões sofridas por Henry Borel teriam sido causadas pelos próprios médicos do hospital, no momento em que buscavam a reanimação do garoto. Ao longo da audiência, o perito explicou, cientificamente, todas as vinte e três lesões tidas pela criança, anteriormente atribuídas aos principais suspeitos do caso, Monique Medeiros e Jairo Souza.

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Reconstituição dos fatos

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As novas constatações do perito habilitado pela Justiça, especialmente quanto à possível chegada do menino com vida ao Barra D’Or , bem como à atribuição da origem de inúmeras lesões aos médicos do hospital, geraram verdadeira reconstituição dos fatos. Segundo anterior estudo realizado pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli, Henry Borel teria morrido dentro do apartamento, o que é refutado pelas novas constatações da defesa.

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Lesões geradas na tentativa de reanimação

O perito, com base nos dados do prontuário hospitalar, ressaltou que a lesão hepática sofrida por Henry também pode ter sido provocada pelos médicos, quando da tentativa de reanimação:Rapidamente iniciou-se o procedimento de reanimação feito por cinco profissionais (médicos e enfermeiros) que por duas horas realizaram 12 mil compressões contra o tórax de Henry para que o coração voltasse. São 12 mil ‘pancadas’ no corpo de Henry para reanimá-lo. E que depois o raio-x comprovou que causou contusão nos dois pulmões”, afirmou o especialista.

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