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Dá pra remover tatuagem? Jovem violentada pelo ex-namorado consegue ajuda, mas processo é doloroso e demorado

A vítima, que reside em Taubaté, possuía histórico de agressões vindas do mesmo suspeito.

RecordTV/Reprodução

Uma jovem de 18 anos, moradora da cidade de Taubaté (SP), virou notícia em todo o país por ser vítima de uma violência cometida pelo ex-namorado. Além de agressões, o suspeito, mediante o emprego de força, tatuou o próprio nome no rosto da vítima. Sensibilizada, a jornalista Sônia Bridi, da TV Globo, ofereceu ajuda para o pagamento da remoção da tinta, bem como para o custeio de um advogado. Ocorre que o processo para apagar os desenhos são lentos e dolorosos.

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Processo para remover tatuagem é lento e doloroso

Especialistas afirmam que, a depender do caso, o processo de remoção de uma tatuagem pode levar meses. Além disso, o trabalho é doloroso ao paciente e demanda um profissional técnico capacitado e que detenha a aparelhagem necessária para que a área possa ser despigmentada.

Em entrevista à Universa, a médica Mariana Anabuki indica que o Laser ND Yag é um dos aparelhos com potencial para a remoção das tatuagens. Todavia, o paciente pode ficar com a pele repleta de cicatrizes, além da possibilidade de desenvolvimento de uma coloração mais escura em comparação à tonalidade natural da pele.

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Mesmo com o uso de anestésicos, o paciente é capaz de sofrer com as dores decorrentes do procedimento. Além disso, são necessárias múltiplas sessões, uma vez que é preciso aguardar o corpo expelir naturalmente a tinta dissolvida com o laser. Durante o período, casquinhas análogas às de machucados comuns podem se desenvolver, embora existam cremes específicos que auxiliem o tratamento.

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“No caso dessa vítima, não é uma tatuagem muito grande nem tem desenho. O fato de o agressor ter usado unicamente pigmento preto facilita a remoção. Nesses casos, geralmente realizamos entre seis e dez sessões”, explicou a referida expert.

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Outra alternativa disponível no mercado é a pigmentação da pele com tinta que seja na mesma tonalidade da pele, sendo procedimento comum em vítimas de crimes como os da jovem de Taubaté. Todavia, a tatuadora profissional Karlla Mendes, também em entrevista à Universa, ressalta que este não é o melhor caminho a ser adotado no caso da vítima do ex-namorado, uma vez que nenhuma tinta será capaz de cobrir o tom preto das escritas do nome do suspeito.

“No caso dessa vítima nada vai cobrir o preto. Pode pigmentar, mas quando cicatrizar a cor escura vai permanecer”, explica a profissional, recomendando que, neste caso, o melhor caminho seja o tratamento com laser de remoção.

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Escrito por Henrique Furtado

Henrique Furtado é um redator com vasta experiência no jornalismo online. Solidificou sua carreira com coberturas marcantes sobre os principais acontecimentos no Brasil e no mundo ao longo da última década. Suas especialidades englobam desde os bastidores da política, versando por esportes, atualidades e, claro, tudo o que acontece no mundo dos famosos. Está sempre ligado para entregar, em primeira mão, as últimas novidades para os seus leitores, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano.

Contato: henriquefurtado.jornalista@gmail.com