in

Midas do Cerrado: PF deflagra operação contra organização criminosa que fazia vítimas nas redes sociais

Grupo ostentava e agia com esquema de pirâmide para atrair as vítimas para uma vida que nunca existiu.

Foto: Polícia Federal/Divulgação

Vida de luxo, ostentação e prejuízo de quase R$ 10 milhões às vítimas. Essa era a rotina de uma organização criminosa, que, durante quase dois anos, aplicou golpes nas redes sociais. As pessoas que eram convencidas a investir altos valores, na esperança de obter um lucro que nunca aconteceu.

Publicidade

O crime só foi descoberto após trabalho de investigação iniciado em 2021, que resultou, nesta sexta-feira (6), na Operação Midas do Cerrado, deflagrada pela Polícia Federal (PF), no Tocantins. De acordo com a PF, a ação contou com dezenas de policiais federais e foram cumpridos pelo menos mandados de busca e apreensão, além de 10 medidas cautelares de prisão, em Palmas (TO) e Porto Nacional (TO).

Ainda segundo divulgado pela Polícia Federal, a quadrilha usava rede online com sede nas Ilhas Seychelles, na costa leste da África, para obter vantagens milionárias. Como a maioria dos golpes, as vítimas eram iludidas ao ver na internet, as fotos postadas pelos criminosos ao lado de carros de luxo, mansões e uma vida de alto padrão.

Publicidade

Tudo servia de isca para trazer novos investidores para a base da pirâmide, cujo retorno prometido jamais foi obtido pelas vítimas. A plataforma usada pela quadrilha não tinha autorização para operar no Brasil, conforme concluído nas investigações da PF. Robôs eram usados para controlar contas de laranjas no esquema da pirâmide, fazendo com que as vítimas acreditassem na oferta, repassando valores aos criminosos.

Publicidade

Publicidade

Na publicação oficial, a PF informou que a operação deflagrada hoje (07/05) visa proteger o Sistema Financeiro Nacional, as instituições públicas, bem como garantir o ressarcimento das vítimas. Os envolvidos podem responder por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas, somadas, podem passar de 25 anos de reclusão.

O nome da operação faz referência ao personagem Midas, da mitologia grega, que tudo aquilo que era tocado por ele virava ouro.

Publicidade