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Rússia é suspensa do Conselho de Direitos Humanos da ONU

A Organização das Nações Unidas aprovou a suspensão da Rússia com 93 votos.

Divulgação / Metrópoles

Nesta quinta-feira (07), a Assembleia Geral das Nações Unidas suspendeu a Rússia do Conselho de direitos Humanos da ONU. A sugestão foi pronunciada pelos Estados Unidos, sob a justificativa de que as tropas russas mataram diversos civis da Ucrânia, na cidade de Bucha.

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Um total de 93 países votaram a favor pela suspensão da Rússia e um total de 58 países não se manifestou; o Brasil foi um deles. Por outro lado, 24 países votaram contra a suspensão. Para ser aprovada precisava de um total de 2/3 dos votos, as abstenções não contam.

Linda Thomas-Greenfield, embaixadora da ONU, se manifestou acerca da suspensão aduzindo que o país Russo não deveria participar de um órgão no qual seu maior objetivo é garantir os direitos humanos.

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Vassily Nebenzia, embaixador russo na ONU, afirmou que a votação preliminar é arriscada. Disse ainda que os votos favoráveis ou abstenções seriam apontados como “gesto hostil” e poderia impactar as relações bilaterais.

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Ronaldo Costa Filho, embaixador brasileiro da ONU, relatou que há indícios da morte dos civis, tendo como consequências os crimes contra os direitos humanos, no entanto, não há autenticidade nas informações. Segundo ele, é necessário ter uma conclusão das investigações, caso contrário qualquer decisão seria inadequada. A Rússia nega as acusações.

O primeiro membro do conselho a ser suspenso foi a Líbia no ano de 2011. A Rússia é o segundo a pais a ser suspenso. No entanto, a suspensão permanecerá até o mandato da Rússia chega ao fim, no ano de 2023 ou caso a Comissão decide revogá-la. Com a suspensão, a Rússia não pode apresentar emendas, participar das assembleias, com a ressalva se estiver envolvida diretamente. Entretanto, poderá participar dos debates. 

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