‘Massacre 06/04’: direção de escola particular aciona PM às pressas após ameaça pichada em banheiro masculino

O caso foi registrado em um colégio localizado na cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

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A Polícia Militar do Estado de Minas Gerais foi acionada pela direção de um colégio particular em virtude das suspeitas de um potencial ataque. Tudo começou após pichações surgirem no banheiro masculino, inicialmente com os dizeres “massacre 06/04”, fazendo menção à suposta data na qual o crime aconteceria. Inicialmente, as funcionárias da limpeza realizaram a limpeza do primeiro ato de vandalismo na última quinta-feira (31), ao passo que, no dia seguinte, novos escritos surgiram, desta vez com o seguinte recado: “não vão nos calar“.

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Depois de investigar o caso, a direção do colégio chegou à conclusão de que o autor da mensagem teria sido um adolescente de 15 anos. O caso foi tratado com os seus responsáveis, resultando na expulsão do estudante do colégio. Além disso, a instituição garante que o episódio “não traz risco à segurança da comunidade escolar”.

Comportamento violento de alunos cresce com retorno presencial

Nos últimos dias, com o gradativo retorno presencial às aulas em diversos colégios espalhados pelo país, os casos de ameaças de potenciais ataques têm crescido exponencialmente.

A título de exemplo, no último mês, um aluno de 13 anos em outro colégio de Belo Horizonte levou uma granada à escola, escondida em sua mochila. Além disso, também no Estado mineiro, uma adolescente de 12 anos esfaqueou outra de 14 durante uma briga.

De acordo com os especialistas, muitas das violências no ambiente escolar têm relação direta com a história de vida de cada estudante, comumente carregada por traumas do passado. Com isso, ao se depararem com pessoas com outras vidas, sobretudo com condições financeiras melhores em meio à desigualdade social, atitudes desta natureza são tomadas.

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Com efeito, uma vez que o adolescente potencialmente violento geralmente guarda esse sentimento em silêncio, é necessário que a comunidade estudantil e a própria família fiquem em alerta diante de sinais suspeitos, sobretudo no que diz respeito à variação do comportamento e às denúncias, pelo agressor em potencial, de que algo não caminha bem em sua vida.