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Após aumento de combustíveis, governo toma atitude e demite presidente da Petrobras

Com a circulação das noticias sobre a demissão do presidente da estatal, ações da Petrobras terminaram o dia em baixa.

Reprodução: Portal Caririmix

Após a pressão do aumento dos preços dos combustíveis, o presidente da república, Jair Bolsonaro (PL), decidiu demitir o presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna. O especialista da indústria de petróleo e gás e economista Adriano Pires foi a pessoa mais citada para assumir a função na estatal, disseram fontes próximas ao governo federal, segundo o jornal O Globo.

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Ainda segundo o jornal carioca, Joaquim e Luna foram informados da decisão de Bolsonaro, e o governo realizou um comunicado. A decisão do governo já  refletiu no mercado de ações. Gráficos mostram que as ações da Petrobras terminaram o dia em baixa. A queda tomou força no final do pregão, quando começaram a circular as notícias sobre a demissão do general Joaquim Silva e Luna.

A volatilidade do mercado levou o presidente Jair Bolsonaro a criticar repetidamente a Petrobras, pedindo à empresa que revise o aumento dos preços dos combustíveis à medida que os preços do petróleo caem. O que  não era esperado pelo presidente era uma mudança no mercado após às pressões causadas pela guerra da Rússia contra Ucrânia.

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A Petrobras defendia e praticava o reajuste segundo os valores do mercado internacional do petróleo, a chamada paridade de preços. Ou seja, ela paga o preço cobrado pelo produto no mercado internacional, então acaba repassando o aumento de preço para as refinarias, resultando em preços mais altos para o consumidor final. Tudo para evitar desabastecimento.

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O prazo para União indicar seus nomes ao conselho da Petrobras é até 13 de abril, durante a assembleia geral com os acionistas. Por ser controladora de uma estatal, pode obter facilmente os votos necessários para eleger um candidato independentemente da vontade dos acionistas minoritários.

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Os estatutos da empresa estipulam que o presidente deve comparecer ao conselho de administração. Portanto, os substitutos de Joaquim Silva e Luna devem primeiro ser aprovados pela assembleia geral para se tornarem membros da Câmara dos Comuns. Depois de deliberado e aprovado pela assembleia geral de acionistas, passará automaticamente a exercer a presidência da Petrobras.

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