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Aos prantos, pai que ficou paraplégico após perder caçula e esposa, defende filho que atirou: ‘Ele é um menino bom’

O sargento disse que o vício em jogos violentos foi responsável por motivar o adolescente a cometer crime contra a própria família.

Foto: Divulgação/ Jornal Opção

Neste último domingo (20/03), o pai do adolescente que matou a mãe e o irmão mais novo, pronunciou pela primeira vez após o ocorrido e deu um depoimento emocionante para a impressa. O Sargento Benedito da Silva Araújo, que também foi baleado pelo jovem, revelou que não tem mágoas do filho e acredita que ele não quis tirar a vida dos familiares.

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Em um relato comovente, o Sargento aposentado defendeu o filho e afirmou que ele sempre foi uma boa criança, muito educado e obediente. Na ocasião, o homem revelou que o adolescente foi planejado e desejado; e que não esperava que essa situação fosse acontecer.

Abalado com o falecimento de sua esposa e de seu filho caçula, Benedito afirmou que o primogênito não é um menino mau, mesmo tendo cometido o erro que ceifou a vida de sua mãe e de seu irmão caçula. “Foi criado com muito carinho, com muito amor. Foi um pedido que eu fiz a Deus”, desabafou o policial.

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De acordo com o Sargento, que ainda está internado no Hospital de Trauma em Campina Grande, na Paraíba, o acontecimento trágico mexeu com seu psicológico e disse que está dilacerado, devido às perdas. No áudio enviado para a impressa, o policial relatou que não quer que seu filho seja preso e disse que o jovem merece ficar em liberdade.

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Benedito ainda colocou a culpa da atitude do adolescente em jogos eletrônicos violentos e disse que o menino era viciado. “Eu atribuo essa atitude a alguns jogos que ele estava assistindo. Free Fire, aquela série Naruto”, revelou o homem. O sargento acredita que tais conteúdos foram responsáveis por motivar o jovem a cometer o crime contra a própria família.

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Por fim, o policial disse que, quando sair do hospital, procurará um advogado para o auxiliar no caso do filho e que quer cuidar dele, pois o ama muito. “Ele é um menino bom e obediente”, disse Benedito.

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