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Pastor que integra repartição do MEC pede R$15 mil e 1kg de ouro para liberar construção de escolas

Durante um almoço, o pastor que controla uma repartição do MEC teria feito a proposta a alguns prefeitos.

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Em entrevista ao Estadão nesta terça-feira (22), Gilberto Braga (PSDB), prefeito de Luis Dominguez, no Maranhão, disse que um pastor que controla uma repartição paralela do Ministério da Educação cobrou pagamentos em dinheiro – e até ouro – em troca de fundos para construir escolas e creches.

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A notícia foi divulgada pelo jornal, que publicou um áudio do prefeito, que confirmou que o pastor Arilton Moura havia solicitado um pedido antecipado de 15 mil reais, além de 1 quilo de ouro, após a liberação dos recursos protocolados na prefeitura.

Ainda segundo Braga, Arilton, em momento algum, teria pedido sigilo, fazendo a oferta entre todos os presentes. Segundo ele, outros prefeitos do Pará estavam no local, e o pastor daria um exemplo de como tentaria liberar milhões em recursos do MEC.

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De acordo com o prefeito, a conversa aconteceu em abril de 2021, após encontro com o ministro da Educação, Milton Ribeiro, durante almoço no restaurante Tia Zélia, em Brasília. Na segunda-feira 21/3, em áudio publicado pela Folha de São Paulo, Milton confirmou a reunião com o prefeito e disse que estava priorizando os amigos do pastor Gilmar Santos, que, com Arilton Moura, vem conversando com a prefeitura sobre negociações para liberação de recursos para as obras – a pedido do presidente Jair Boolsonaro (PL).

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Ainda de acordo com a reportagem do Estadão, durante a reunião, o pastor teria compartilhado os dados de sua conta-corrente para que os prefeitos transferissem os 15 mil reais. Com os requerimentos em mãos, o pastor Arilton apresentaria os documentos ao Ministério, após o pagamento. No entanto, o prefeito Gilberto Braga disse que não teve sucesso no processo, porque não depositou o valor.

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