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Ômicron: quais os impactos da variante no organismo, especialistas ressaltam que cepa está longe de ser gripe

A variante ômicron foi detectada pela primeira vez no mês de novembro do ano passado na África.

Reprodução Metrópoles

A variante ômicron acabou se espalhando pelo Brasil e fez com que o número de casos voltasse a disparar no país. Desde o mês de dezembro do ano passado, a curva de transmissão e o número de mortes estão novamente em ascensão. Com isso, muitas dúvidas surgem nesta nova onda da doença.

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Uma dúvida é se a variante ômicron provoca um impacto menor no pulmão e em outras partes do corpo. Outro questionamento em relação à cepa é se realmente faz sentido afirmar que ela é mais fraca. O portal de notícias G1 consultou alguns especialistas para que pudessem falar sobre o assunto e esclarecer algumas dúvidas da população.

O fato é que a ômicron não provoca resfriados e entre os especialistas existe o consenso de que a impressão da enfermidade ter impactos mais leves está diretamente associado a proteção conferida pela imunização contra a Covid. Contudo, é importante ressaltar que apesar da nova cepa ter um risco de morte menor, a quantidade de casos graves ainda tem papel relevante.

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“O efeito da vacina deu essa impressão de que a ômicron é leve. Ela é de fato mais leve do que a delta e que a gama, mas não é verdade que ela não cause quadros graves”, ressaltou Frederico Fernandes, que é diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.

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Ômicron: como a variante age no pulmão?

Independente da cepa, o vírus entra no organismo por meio das vias aéreas. As gotículas que entram pela boca ou nariz vão se multiplicando até chegar aos pulmões, podendo se desenvolver em uma escala que pode variar entre casos assintomáticos, leves ou graves, podendo evoluir em algumas situações a morte do paciente.

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Contudo, com a vacinação contra a doença os casos graves teve uma grande redução. Mas, vale frisar que entre as pessoas que não foram vacinadas o risco da doença ter uma evolução grave é alta. Em relação as outras variantes a chance do vírus provocar uma doença pulmonar grave é 50% menor, conforme dados do Reino Unido, porém é preciso ressaltar que o risco existe.

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