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Jovem é demitida após dizer que Hitler ‘foi inteligente ao mandar matar pretos e idosos’

A jovem fez comentários racistas em uma farmácia no ABC Paulista, onde trabalhava.

Foto: Thais Nauara/G1

Em São Bernardo Campo (SP), uma jovem de 20 anos foi demitida por justa causa da farmácia onde trabalhava como caixa após elogiar Adolf Hitler por “ordenar a morte de todos os negros”. O caso aconteceu no ABC Paulista no final do ano passado, mas o portal Metrópoles teve acesso nesta semana aos autos do processo,  pois a funcionário recorreu à Justiça do Trabalho.

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A mulher, identificada como Lenayde da Silva Pereira, foi contratada pela farmácia em outubro de 2019. Dois anos depois, em setembro de 2021, após denúncias de racismo, ela foi demitida. Em depoimento, uma testemunha disse que ouviu a operadora dizer a uma faxineira negra da farmácia que Hitler era um “homem muito inteligente porque tudo que era preto ele ordenava matar”. Na mesma ocasião, a jovem também teria dito à faxineira de 61 anos que teve sorte porque “se ele fosse presidente, decidiria acabar com as pessoas com mais de 50 anos”.

Lenayde acionou a Justiça do Trabalho por ter os direitos perdidos ao ser dispensada por justa causa, como seguro-desemprego. Na época, ela negou ter dito insultos racistas e disse que estava simplesmente explicando quem era Adolf Hitler.

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No entanto, a vítima testemunhou que foi discriminada pela jovem que, segundo ela, “divulga ideais nazistas no ambiente de trabalho”. O juiz Orlando Losi Coutinho Mendes, do Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Comarca (TRT-2), julgou improcedente o pedido de Lenayde e insistiu que a demissão fosse por justa causa.

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“Os funcionários são livres para expressar suas ideias no ambiente de trabalho, mas é certo que esse direito não é absoluto e não pode conter manifestações imorais que levem a infrações penais”, ordenou.

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