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Médico pode ser condenado após filmar funcionário negro acorrentado: ‘Vai ficar na minha senzala’

Um médico mostrou um funcionário acorrentado, fez referencias à época de escravidão e depois afirmou que era tudo “brincadeira”.

Polícia Civil

Por meio das redes sociais, um médico publicou um vídeo no qual ele filma um funcionário negro algemado e acorrentado, fazendo alusão à época da escravidão. Nas imagens, o homem ainda faz referências ao período dizendo ter falado para o funcionário que estudasse, mas ele não quis. “Então vai ficar na minha senzala”, completou.

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Como já era de se esperar, não demorou muito para que o vídeo divulgado pelo médico começasse a ser muito criticado por usuários das redes sociais. Diante disso, ele decidiu gravar um novo vídeo, desta vez, para dizer que tudo não passou de “uma brincadeira”.

Neste segundo vídeo, o profissional da saúde aparece ao lado do funcionário e pergunta a ele o que ele achou da repercussão negativa do primeiro vídeo gravado por eles. Neste momento, o funcionário diz que “o povo tem é que trabalhar” e afirmou, inclusive, que trabalhar foi a melhor vida que Deus concedeu ao ser humano.

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Em seguida, o médico diz que na sua casa só existe tranquilidade e paz, “nada de escravidão”. Por fim, ele ainda pergunta quem não iria querer uma vida dessa.

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Mesmo após as declarações feitas pelo médico e funcionário na segunda gravação, a Polícia Civil de Goiás afirmou que o caso segue sendo investigado como um suposto crime de racismo. Em conversa com a Globo, o delegado Gustavo Cabral, responsável pelo caso, afirmou que mesmo se tratando, aparentemente, de uma brincadeira, o vídeo gravado pelos dois ainda pode ser configurado como crime e a pena pode chegar a até cinco anos de detenção.

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