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Mulher pediu ajuda à PM um dia antes de ser assassinada em chacina pelo marido: ‘Pelo amor de Deus’

Chorando muito, Maria de Lourdes Furtado, que foi morta ao lado dos dois filhos, disse que estava com medo do sargento.

Divulgação/Metropóles

Maria de Lourdes Furtado, de 50 anos, chegou a pedir ajuda ao CAPS (Centro de Assistência Psicológica e Social) apenas um dia antes de ser morta pelo marido ao lado de seus dois filhos. A mulher procurou a unidade, que é responsável pelo atendimento de saúde mental para a PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal), chorando muito e pediu socorro, ressaltando que estava sentindo medo do marido, o sargento Nilson Cosme Batista dos Santos.

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Após tirar a vida da família, o militar tirou a própria vida. O caso aconteceu na última quinta-feira, 10, em Planaltina.

Para o site Metrópoles, uma fonte relatou que Maria conversou com uma equipe da Sbes (Subseção de Bem- Estar Social) ligada ao CAPS e, chorando sem parar, pediu “pelo amor de Deus” para que eles a ajudassem, explicando que estava sentindo medo do companheiro. Segundo esta fonte, o órgão orientou que ela internasse Nilson compulsoriamente, no entanto, ela teria afirmado que sentia medo de interná-lo, já que não sabia o que ele poderia fazer contra ela.

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Essa não foi a primeira vez que Maria de Lourdes procurou ajuda no CAPS. Antes disso, em janeiro, a vítima teria ligado para o órgão pedindo orientação e, inclusive, solicitando que alguns policiais conversassem com o seu marido no intuito de convencê-lo a procurar ajuda profissional.

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Depois disso, no dia 20 de janeiro, alguns agentes da PMDF procuraram o sargento para uma conversa. No intuito de preservar Maria, os policiais contaram a Nelson na época que alguns colegas de trabalho haviam percebido que ele estava com um comportamento muito diferente.

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Durante a conversa, Nilson chegou a se alterar e logo começou a questionar quem teria o denunciado. Além disso, de acordo com apuração do Metropóles, o PM entrou em contradição por várias vezes durante a conversa. Na ocasião, o sargento alegou que sofria com depressão, tinha problemas com um de seus vizinhos e, inclusive, que sofreu muito na infância e foi abandonado pelo pai.

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