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Trio que mantinha criança acorrentada em barril recebe pior dos castigos

Pai do garoto, madrasta e sua filha mantinham menino de 11 anos preso em barril em Campinas-SP.

Cidade On

Há cerca de 1 ano, o caso do menino de 11 anos que vivia acorrentado em barril comoveu o Brasil. À época, em janeiro de 2021, o pai do garoto, a madrasta e a filha dela foram presos em flagrante após denúncia chegar às autoridades a partir de vizinhos da família, que perceberam que a criança já não brincava com outras na rua e nem estaria indo à escola.

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Quando policiais chegaram ao local para averiguar a situação, encontraram o menino nu e acorrentado pelos pés, mãos e cintura dentro de um tambor de metal, que era fechado com uma telha e uma pia de mármore para evitar que ele pudesse sair. A criança, que mal conseguia se mexer e estava desnutrida, era alimentado com cascas de frutas e fubá cru. A Polícia Civil acredita que o menino estivesse preso a cerca de um mês antes de ser resgatado pelas autoridades. A criança também era obrigada a fazer suas necessidades fisiológicas em seu minúsculo cativeiro.

“Desde o começo de janeiro já estava sendo preso no tambor. Ele teria que ficar em pé nessa amarração, que era feita com os braços presos em cima do tambor”, relatou o delegado Daniel Vida da Silva.

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Após o trio ser preso, o pai, em depoimento à Polícia Civil, disse que teria tomado a atitude para educar o filho, que, segundo ele, era muito agitado, agressivo e fugia de casa.

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A criança, após ter sido resgatada, foi encaminhada ao Hospital Ouro Verde e, posteriormente, transferido ao Hospital Mário Gatti, sob tutela da tia. Segundo vizinhos, as torturas aconteciam a anos. A família era acompanhada a cerca de 1 ano pelo Conselho Tutelar, porém, o órgão negou ter conhecimento sobre as torturas ao menino.

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Agora, após mais de um ano da divulgação das primeiras informações, nova notícia envolvendo o caso tem ganhado a mídia. Trata-se da condenação do trio, que teria ocorrido em 3 de dezembro de 2021, mas só agora foi divulgada já que o caso era considerado sigiloso pela Justiça.

O pai, a madrasta e a filha dela foram condenados a 8 anos de prisão em regime fechado. O pai ainda ganhou mais 15 dias em sua pena, porém, em regime aberto, por abandono intelectual. O trio ainda pode recorrer da decisão da Justiça.

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Escrito por Matheus Dayrell

Sócio-fundador do i7 Network. Tenho a profissão de jornalismo como uma paixão e estou sempre em busca de constantes melhorias nos conteúdos que escrevo, estando eles, principalmente, entretenimento, esportes e curiosidades. Meu contato: mdayrell07@gmail.com