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Caso Moïse: agressor queria ‘extravasar raiva’, se diz negro e nega racismo no crime

Congolês Moïse Kabagambe foi agredido até a morte em quiosque da Barra da Tijuca, no Rio.

Reprodução Globo

Alisson Cristiano foi o primeiro suspeito de agredir o congolês Moïse a se entregar à Polícia Civil do Rio de Janeiro. Na delegacia, o agressor prestou depoimento e contou detalhes do ocorrido. Moïse morreu no dia 24 de janeiro, após ser agredido no quiosque Tropicália, Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

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As imagens da câmera de segurança vieram à tona dias depois. O corpo de Moïse foi sepultado no sábado. O caso ganhou repercussão nacional e famosos se manifestaram pedindo que seja feita justiça. Alisson Cristiano, Fábio Pirineus e Brendon Silva foram presos. Eles devem responder por homicídio duplamente qualificado. A vítima não teve como se defender e foi usado meio cruel.

Na delegacia, Alisson Cristiano contou os detalhes que aparecem abaixo. As imagens são da TV Globo e mostram trecho do depoimento. Alisson disse que decidiu agredir pois o congolês estava perturbando havia alguns dias. O suspeito contou que “resolveu extravasar a raiva” atacando Moïse.

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Suspeito nega que crime seja motivado por racismo e xenofobia

Na delegacia, Alisson afirmou que é negro e que racismo não foi a causa da morte de Moïse. Ele também refutou a ideia de que tenha agredido o congolês por ele ser estrangeiro. Segundo o suspeito, o que pesou na decisão de agredir o rapaz foi o fato de ele supostamente ter sido agressivo com clientes e com demais trabalhadores do quiosque.

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A Polícia Civil também ouviu os outros presos – Brendon e Fábio. Os relatos são parecidos com o de Alisson, de que Moïse estava agressivo e bêbado. Jailton Pereira Campos, o Baixinho, que aparece no vídeo abaixo com blusa verde e preta logo no começo da confusão, declarou que Moïse estava tentando pegar bebida no freezer e isso causou o início da discussão.

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Baixinho foi liberado pela polícia. Alisson, Brendon e Fábio tiveram a prisão preventiva decretada. Nos depoimentos, eles disseram que o quiosque não devia R$ 200 para Moïse. Os advogados do congolês afirmam que narrativas estão sendo criadas para ferir a reputação de Moïse. 

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Escrito por Diogo Marcondes

Jornalista formado desde 2015. Jornalista por vocação desde que nasceu. Redator da i7 Network. Aqui escrevo sobre política, futebol, TV & famosos e qualquer outro assunto que esteja repercutindo no Brasil e no mundo.
Entre em contato comigo pelo @DiogoMarcondes no Twitter!