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Olavo de Carvalho, que faleceu dias após testar positivo para covid, dizia que pandemia era ‘historinha de terror’

O “guru” de Bolsonaro usou as redes sociais por diversas vezes para questionar a letalidade da Covid-19.

João Fellet/BBC Brasil / BBC News Brasil

Olavo de Carvalho morreu na última segunda-feira, 25. A causa da morte do ideológico da direita não foi divulgada, mas ele havia sido testado positivo para a Covid-19 dias antes. Em seus perfis no Twitter e Facebook, Olavo fez vários questionamentos sobre a letalidade da doença, que ele se referia por “mocoronga vírus”.

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De acordo com informações divulgadas no canal de Olavo de Carvalho no Telegram, no dia 15 deste mês, ele havia contraído o coronavírus e, por isso, precisaria cancelar as aulas de um curso de filosofia que ele comandava por meio da internet.

Mesmo sem saber a causa da morte de Olavo, internautas começaram a vasculhar as redes sociais dele em busca de publicações nas quais o escritor criticava as medidas da pandemia, como o uso de máscaras, e ainda duvidava dos riscos causados pela doença.

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Em uma dessas publicações, que foi feita no Twitter em 2020, Olavo de Carvalho chegou a afirmar que o medo de um suposto vírus não passava, na verdade, de uma “historinha de terror”, criada no intuito de acovardar a população.

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Em janeiro do ano passado, quase um ano após o início da pandemia, o escritor continuava usando as suas redes sociais para expressar dúvidas a respeito da letalidade da Covid-19. Na época, ele disse que estava com uma “dúvida cruel”, se o coronavírus matava mesmo as pessoas ou apenas ajudava elas a entrarem nas estatísticas.

Não se sabe se o escritor tomou, ou não, algumas das doses da vacina contra a doença. Nas redes sociais, Olavo de Carvalho também repercutiu a campanha de vacinação. Ele destacou que o STF estava querendo que a “vacina chinesa [Coronavac]” fosse obrigatória e que o Brasil não queria a obrigatoriedade da imunização. Diante disso, perguntou: “Quem manda mais?”.

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