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Especialistas expõe falta de monitoramento na região do Capitólio: ‘Havia possibilidade de se prever’

O desabamento do cânion atingiu três embarcações; 7 óbitos já foram confirmados e 4 vítimas seguem desaparecidas.

Foto: UOL/ Divulgação

Na manhã deste sábado (08/01), por volta da 11h, aconteceu um deslizamento de um cânion na região do Lago de Furnas, no município de Capitólio, em Minas Gerais. Em um vídeo postado nas redes sociais, é possível ver o momento em que três lanchas foram atingidas pelo paredão de rochas.

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De acordo com o portal G1, nove turistas estão internados e outros 23 tiveram alguns ferimentos superficiais e já foram liberados. Até o momento, o Corpo de Bombeiro de Minas Gerais já confirmou sete mortes e há estimativa de 4 pessoas desaparecidas.

Em nota, o Corpo de Bombeiros relatou no momento que aconteceu a tragédia havia cerca de 100 pessoas no local. Também relataram que 57 turistas foram vítimas da tragédia.

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Em uma entrevista para o portal G1, o tenente Pedro Aihara disse que uma tromba d ‘água foi um dos fatores que contribuíram para o deslizamento da pedra. No entanto, a Marinha do Brasil emitiu um comunicado dizendo que será investigado as possíveis causas do acidente.

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Em um vídeo publicado na internet, é possível ver as pessoas sendo arremessadas para fora das embarcações devido ao impacto da queda da rocha. Na filmagem, também é possível ver o desespero dos turistas que presenciaram a cena assustadora.

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De acordo com o geólogo Tiago Antonelli houve uma falta de monitoramento da área. Segundo ele, a tragédia poderia ter sido evitada, caso houvesse um estudo sobre as rochas da região. “Havia a possibilidade de se prever o que ocorreu hoje em Capitólio”, afirma o geólogo.

Em uma entrevista para o portal UOL, a professora de geologia Joana Paula Sánchez disse que a área em que aconteceu o acidente deveria ter sido interditada há muito tempo pela defesa civil, já que o cânion estava rachado na lateral, apresentando um risco de desabamento.

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