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Em carta escrita na prisão, Jairinho diz que Henry pode ter sido envenenado: ‘Nunca reclamou de mim’

O ex-vereador falou sobre seus últimos meses na prisão e os comparou a uma ‘via crucis’.

UOL | Divulgação

Preso há quase 9 meses pela morte do menino Henry Borel, o ex-vereador Jairo Souza escreveu uma carta de próprio punho na prisão. De acordo com o site UOL, o médico relatou como tem sido seus últimos meses no cárcere ouvindo as angústias de outros detentos e voltou a negar que tenha agredido o enteado de 4 anos. Na carta, o ex-parlamentar ainda aponta falhas na investigação policial.

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Henry faleceu no dia 8 de março de 2021 quando estava na companhia da mãe, Monique Medeiros, e do padrasto, Jairo Souza. O laudo da necropsia realizada no corpo do menino apontou cerca de 23 lesões, sendo a mais grave delas uma laceração no fígado.

Monique e Jairinho foram indiciados por homicídio e tortura e permanecem presos no Rio de Janeiro. Na carta divulgada à imprensa, o ex-vereador falou sobre como era sua relação com Henry e afirmou que Monique nunca o acusou pela morte do filho. Jairo também narrou os últimos momentos ao lado do menino.

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Ele nunca reclamou de mim!“, afirmou o médico em um trecho da carta. Jairo também foi enfático ao dizer que ninguém sabe ao certo como o menino faleceu e que o mesmo pode ter sido envenenado: “Não se sabe se foi morte natural. Infarto? Doença no fígado? Não se sabe se ele já veio doente do pai (Leniel), bateu em algum lugar, foi envenenado“.

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Jairo e Monique deverão prestar um novo depoimento no próximo dia 9 de fevereiro, onde irão contar suas versões dos fatos ocorridos na noite da morte de Henry. O casal irá à Júri Popular devido à grande proporção do caso e comoção pública. A data do Júri ainda não foi definida.

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