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Julgamento da boate Kiss tem início quase 9 anos após a tragédia

Nesta quarta-feira, 1º, começou o tão aguardado julgamento do incêndio que tirou a vida de 242 pessoas e feriu outras 636.

AFP/Arquivos

Nesta quarta-feira, 1º, teve início o tão aguardado julgamento pelo incêndio na boate Kiss, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A sessão acontece quase nove anos depois do incêndio que tirou a vida de 242 pessoas. Mesmo com o passar dos anos, sobreviventes e parentes ainda clamam por Justiça no caso.

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São réus no julgamento dois empresários e ainda dois integrantes da banda que estava tocando no momento do incêndio. Ambos serão julgados por homicídio simples, com dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de matar, em 242 casos. Além disso, todos também responderão por 636 tentativas de homicídio, número referente às vítimas que se feriram na tragédia.

O incêndio aconteceu no dia 27 de janeiro de 2013, quando um integrante da banda Gurizada Fadangueira acendeu um artefato pirotécnico durante uma festa universitária que acontecia na boate localizada no município de Santa Maria. A faísca do artefato acabou dando início ao incêndio, que se espalhou rapidamente após atingir o revestimento do teto do local, fato que acabou transformando a boate em uma espécie de armadilha mortal para todos os jovens que estavam presentes.

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Além das inúmeras queimaduras, muitas pessoas morreram asfixiadas por causa da fumaça tóxica que foi liberada pelo material inflamável responsável pelo isolamento acústico do ambiente. A boate não tinha extintores de incêndio funcionando e, além disso, havia apenas duas portas de entrada para centenas de pessoas evacuarem.

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De acordo com informações passadas pelo tribunal gaúcho, o juiz Orlando Faccini Neto e um júri de 7 membros irão ouvir 14 sobreviventes do incêndio e outras 19 testemunhas. Além deles, os 4 réus também prestaram depoimento nesta quarta-feira, 1º.

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