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Jovem branco que matou duas duas pessoas em ato antirracista é absolvido; ele alegou ter feito o que precisava

O jovem, de 17 anos, alegou já justiça que fez o que tinha que fazer e declarou que os manifestantes estavam o perseguindo.

Sean Krajacic / Reuters

Na sexta-feira, 19, o jovem Kyle Rittenhouse, de 17 anos, que atirou e matou duas pessoas durante uma manifestação anti racismo em 2020, foi absolvido.

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Durante uma manifestação contra a violência policial e o racismo nos Estados Unidos, Klye portava um fuzil AR-45 e disparou contra três pessoas, causando a morte de duas delas. Na sexta-feira, 19, o jovem foi absolvido de todas as acusações feitas contra ele pela promotoria, que incluíam até mesmo homicídio qualificado.

Na época, por meio de vídeos publicados nas redes sociais é possível ver que o jovem carregava um fuzil ostensivamente durante o ato e, inclusive, alguns manifestantes aparecem correndo atrás dele. Para se defender, Kyle afirmou à Justiça que acabou disparando por autodefesa, destacando que estavam o perseguindo. O jovem ainda destacou ter feito o que tinha que fazer para parar a pessoa que estava o atacando. “Eu fiz o que tinha que fazer para parar a pessoa que estava me atacando”, disse. Promotores do caso, por sua vez, alegam que as vítimas estavam tentando impedir Rittenhouse de atirar em manifestantes.

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Em 2020, os EUA viveram uma agitação social e diversas manifestações antirracismo, que acabaram ficando mais evidentes após a morte de George Floyd. No dia 23 de agosto, depois que o jovem negro Jacob Blake, de 29 anos, foi baleado nas costas por um policial branco, a cidade de Kenosha, localizada no Wisconsin se tornou o epicentro das manifestações que acabaram atraindo a atenção de todo o país.

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Depois disso, a cidade, que possui cerca de 100 mil habitantes, se tornou palco de uma verdadeira guerra entre policiais e manifestantes.

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