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Ato pró-governo Bolsonaro em Roma termina em violência contra repórteres

Agentes de segurança impediam repórteres de se aproximar do presidente; enquanto isso, apoiadores tiravam selfie com Bolsonaro.

REPRODUÇÃO/FACEBOOK/JAIR BOLSONARO

No último domingo, 31, uma manifestação a favor do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), realizada por brasileiros que apoiam o presidente e atualmente vivem na Itália, terminou com violência e intimidação contra alguns jornalistas que cobriam o ato em Roma.

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A manifestação pró-governo aconteceu na região da embaixada do Brasil em Roma e, durante o ato, seguranças brasileiros e italianos chegaram a empurrar, dar socos e até a arrancar o celular de um dos repórteres que filmavam o momento. E mais, os agentes de segurança ainda seguraram e impediram os profissionais da comunicação de se aproximarem e entrevistarem o chefe do Executivo.

Ao mesmo tempo que jornalistas eram impedidos de se aproximarem de Bolsonaro, vários apoiadores do presidente tinham a permissão de se aproximar e até tirar selfies com o chefe do Executivo.

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O ato político teve um início pacifico, por volta das 15h (horário local), e contou com a presença de dezenas de brasileiros que vestiam verde e amarelo e cantavam o hino nacional brasileiro. E mais, o grupo ainda gritou por diversas vezes palavras de ordem a favor de Bolsonaro.

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Neste momento, o chefe do Executivo ainda não estava presente no ato, e apareceu apenas cerca de uma hora depois. Inicialmente, o líder do Executivo surgiu acenando da sacada, mas logo desceu no intuito de discursar a seus apoiadores que estavam reunidos em frente a praça do centro da capital italiana.

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Em seu discurso, Bolsonaro fez questão de se defender das críticas que vêm sendo feitas a respeito da sua gestão na pandemia da Covid-19. Além disso, o presidente também voltou a tecer críticas à imprensa e à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid).

Após o seu discurso, Bolsonaro decidiu fazer uma caminhada pelas ruas italianas e, neste momento, foi cercado por jornalistas de vários veículos de imprensa brasileiros. Bolsonaro optou por se manter em silêncio e não responder a nenhum questionamento feito. Enquanto isso, agentes de segurança cercavam o presidente impedindo que jornalistas se aproximassem dele, mas autorizando todas as pessoas que vestiam verde e amarelo [bolsonaristas] a se aproximarem e a tirar fotos com Bolsonaro.

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