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Quebra de sigilo das redes sociais de Bolsonaro é aprovada pela CPI

Nesta terça-feira, 26, no início da reunião da CPI da Covid, foi aprovado um requerimento que pede a quebra de sigilo das redes sociais do presidente.

(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A CPI da Covid aprovou a quebra do sigilo do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) nas redes sociais, após a transmissão ao vivo realizada pelo chefe do Executivo, na qual chegou a relacionar o imunizante contra o coronavírus à aids. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 26, logo no início da reunião da Comissão.

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No requerimento, a Comissão Parlamentar de Inquérito determina que o Facebook, o Google e o Twitter enviem dados sigilosos do presidente nas redes sociais do mês de abril do ano passado.

Além da quebra do sigilo telemático de Bolsonaro, também na terça-feira, 26, foi aprovado um requerimento, pedindo uma investigação pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que é o atual relator do inquérito das fake news.

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A declaração mentirosa de Bolsonaro levou as redes sociais Instagram, Facebook e YouTube a retirarem o vídeo da live do ar e, depois disso, o mesmo foi incluído no parecer da CPI, que também acionou a Advocacia do Senado para que seja protocolada uma representação contra Bolsonaro na PGR e no Supremo. A comissão pede uma retratação do presidente e até a suspensão dos seus perfis nas redes sociais.

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Vale destacar que Renan Calheiros (MDB-AL), atual relator da CPI da Covid, decidiu responsabilizar o chefe do Executivo pelas declarações ditas por ele na transmissão ao vivo. Segundo o senador, o episódio reforça a decisão de Bolsonaro de continuar espalhando notícias falsas, “em sua campanha antivacina”.

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No pedido, Calheiros pede para que sejam tomadas atitudes para afastar o presidente das redes sociais “para a proteção da população”. Em entrevistas recentes, Calheiros chegou a chamar o presidente Jair Bolsonaro de “serial killer”, isso devido à postura dele em meio à pandemia.

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