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Bolsonaro recebe ‘ultimato’ de Arthur Lira após associar vacina a HIV

Presidente da Câmara de Deputados não poupou nas palavras ao dar um verdadeiro ‘ultimato’ no presidente da República.

(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Nesta segunda-feira (26), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), fez uma espécie de “ultimato” ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em sua fala, Lira afirmou que Bolsonaro deverá provar as informações divulgadas recentemente em suas lives do Facebook e do YouTube.

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Vale lembrar que as plataformas digitais foram responsáveis por retirar os vídeos de Jair Bolsonaro do ar. Isso porque o mesmo acabou infringindo as políticas de ambas as plataformas, que possuem uma dura sanção em relação às informações que abrangem o tema da Covid-19.

Bolsonaro relaciona vacinas contra Covid-19 ao HIV; Lira responde

O líder do Executivo relacionou as vacinas contra o coronavírus ao risco de disseminação de Aids às pessoas completamente imunizadas. A Aids é uma doença que se desenvolve a partir da contaminação do vírus HIV, e os cientistas jamais descobriram qualquer relação das vacinas contra o Covid e a disseminação da doença.

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Em resposta ao assunto, Arthur Lira foi duro na sua visão sobre o caso. “Se ele (Bolsonaro) não tiver nenhuma base científica, ele vai pagar sobre isso”, disse, ao responder uma pergunta sobre o tema no seminário sobre o agronegócio em São Paulo. 

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Bolsonaro é critica por SBI após fala contra a vacina

Na quinta-feira (21), em suas lives semanais, o presidente afirmou que “relatórios oficiais do governo do Reino Unido”, no qual apontava que pessoas totalmente vacinadas estariam “desenvolvendo a Síndrome da Imunodeficiência Adquirira (Aids) mais rápido do que o previsto”, disse. 

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Rapidamente apagado, o conteúdo da live foi amplamente criticado por especialistas da infectologia. Segundo o Comitê de HIV/Aids da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), por nota, não existe qualquer tipo de relações entre vacinas contra a Covid-19 e o HIV e repudiou veementemente a notícia falsa propagada pelo presidente Jair Bolsonaro. 

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