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Jair Bolsonaro afirma que será suspensa a bandeira vermelha nas contas de luz em novembro

De acordo com o presidente, a nova determinação para a bandeira ‘normal’ será encaminhada ao Ministro de Minas e Energia.

ADRIANO ISHIBASHI/FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Nesta quinta-feira, 14, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ganhou os holofotes após ter declarado em um evento em Brasília, que irá determinar a Bento Albuquerque, Ministro de Minas e Energia, a suspensão da tarifa adicional de bandeira vermelha das contas de energia do país.

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De acordo com Bolsonaro, considerando que o Brasil estava se deparando com uma situação catastrófica pela falta de chuva, não houve outra saída, a não ser a aplicação da tarifa adicional nas contas de luz. Entretanto, o presidente afirmou em seu discurso que, Albuquerque irá retirar a cobrança e voltar ao normal as contas a partir de novembro.

Em setembro, devido à forte crise hídrica em que o país se deparou, foi necessário utilizar com a maior frequência as usinas termelétricas, que possuem custos muito mais elevados do que as hidrelétricas. Portanto, foi regulado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), uma tarifa adicional denominada como ‘escassez hídrica’ e implementada em todo o território nacional.

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De acordo com André Pepitone, diretor-geral da Aneel, a medida foi em razão dos altos custos causados pela maior estiagem registrada nos últimos 91 anos, que ultrapassaram a quantia de 5 bilhões de reais. A tarifa extra, em vigor no presente momento, é de R$14,20 a cada 100 kWh. O diretor da Aneel concluiu dizendo: “Quando acontece um problema no clima, o valor de um alimento aumenta no Ceasa [o mesmo acontece com energia]”.

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Vale ressaltar que, a nova cobrança resultou em um aumento de 6,78% para os consumidores, o que causou polêmicas, tendo em vista que,  o valor antes da tarifa extra, já ter sofrido um reajuste de 52% no mês de junho, resultando no valor R$9,49 por 100 kWh.

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