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Influencer Mariana Ferrer declarou que irá recorrer ao STJ contra absolvição de André Aranha

De acordo com a defesa de Mariana, não houveram ataques no julgamento como ocorreu em 2020.

HUGO GLOSS

Após a absolvição de André Aranha na quinta-feira (7), a influenciadora e autora da denúncia Mariana Ferrer, declarou que irá recorrer perante o STJ (Superior Tribunal de Justiça). Em nota o advogado da influencer disse que durante o julgamento não houve ataques, diferente do que aconteceu na última vez.

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A decisão a favor de André foi expedida após o consenso de três desembargadores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Em síntese, a defesa da Influencer manifestou a respeito da decisão proferida dizendo que os desembargadores “entenderam que a prova da vulnerabilidade é dúbia, mas reconheceram que a conjunção carnal ocorreu, e que o autor foi o réu”, pontuou a defesa.

O suposto estupro teria ocorrido em 2018 durante um festival de música eletrônica em Florianópolis-SC. A denúncia apresentada por Mariana alega que ela teria sido estuprada por Aranha após o mesmo tê-la dopado e levado para uma área privativa do clube. A influencer usou suas redes sociais para denunciar o estupro e pressionar a justiça a julgar o caso. Devido à repercussão dos seus posts disseminando o ocorrido, diversos movimentos foram criados em seu favor. Entretanto, teve seu perfil removido por ordem judicial impetrada por André.

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O caso ganhou notoriedade nacional em 2020 quando circularam vídeos da audiência online de 1ª instância. Na ocasião a conduta do advogado do empresário humilhando Mariana e a inércia do juiz perante a situação vexatória foram alvos de críticas perante o CNJ (Conselho Nacional de Justiça). André foi absolvido nesse julgamento com o entendimento do Ministério Público e do magistrado de que não houve dolo.

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Ainda em 2020, com proposta apresentada pela deputada Lídice da Mata (PSB-BA) a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 5096/20 denominado como Mariana Ferrer, que proíbe ofensas às vítimas e testemunhas de crimes contra a dignidade sexual durante audiências.

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