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‘Osso é vendido, não dado’: açougue em Santa Catarina coloca placa de alerta e é notificado pelo Procon

Após sofrer com fiscalização, estabelecimento retira a placa. A recomendação é doar ossos, e não vendê-los.

FOTO: CAROLINE BORGES/G1 SC

O Brasil está passando por um momento delicado por conta da pandemia e da grande inflação. A economia do país está indo de mal a pior, e itens básicos já estão sumindo ou sendo substituídos da casa dos brasileiros. Um dos produtos que está com mais escassez na mesa dos brasileiros é a carne bovina, que teve um demasiado aumento em seu preço.

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Por conta do preço da carne, várias pessoas estão fazendo filas em açougues e supermercados para obterem ossos bovinos. Esse fato gerou polêmica no estado de Santa Catarina, pois um açougue da cidade de Florianópolis colocou uma placa dizendo que “osso é vendido, e não dado”. 

Após ter conhecimento do fato, o Procon autuou o estabelecimento e solicitou ao dono do local esclarecimentos sobre a placa. De acordo com o diretor do Procon, Tiago Silva, cobrar por ossos bovinos é um fato desumano. O órgão deu um prazo de dez dias para que o estabelecimento retire a placa.

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Após o ocorrido, o órgão de defesa do consumidor emitiu uma orientação para todos os estabelecimentos do estado para que não cobrem nada por ossos bovinos. O produto não deve ser vendido, apenas doado. Contudo, a venda de ossos não é ilegal, amparada por legislações estaduais e federais.

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Apesar do fato controverso, o presidente da Associação dos Frigoríficos Independentes de  Santa Catarina, Miguel do Valle disse que a orientação do Procon não é plausível, pois a venda do produto deve sim ser incentivada, pois sempre ocorreu, contudo, há quem defenda que a doação é uma questão humanitária, pois se o produto começar a ser vendido, até ele sumirá do prato dos brasileiros. 

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