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Pesquisa aponta que valor do salário mínimo brasileiro deveria ser 5 vezes maior

O custo médio da cesta básica de alimentos aumentou em 11 das 17 capitais.

Agência Brasil

Na quarta-feira (6), segundo o estudo mensal apresentado pelo Diesse (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) ao analisar o custo das necessidades básicas em cada estado brasileiro, foi constatado que o valor do salário mínimo deveria ser de R$5.657,66 no mês de setembro.

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O valor é extraído com base no estado de São Paulo, onde foi registrada a maior alta de custo mensal da cesta básica, que no mês de setembro foi de 5,14 vezes o valor do salário mínimo vigente de R$1.100. Os dados divulgados usam como parâmetro uma família composta de dois adultos e duas crianças. Dentre as necessidades básicas apontadas pelo Dieese estão os custos de alimentação, moradia, previdência, transporte, estudos e higiene.

De acordo com o órgão, tanto o valor quanto o tempo médio necessário para adquirir os produtos de cesta básica aumentaram em setembro em relação aos meses anteriores. Nesse sentido, o trabalhador remunerado com o salário mínimo precisa de 115 horas e 02 minutos para adquirir os produtos de necessidades básicas, além do comprometimento de 56,53% de sua renda.

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Entre os Estados analisados, aqueles com maiores custos se concentraram em Brasília (3,88%), Campo Grande (3,53%), São Paulo (3,53%) e Belo Horizonte (3,49%) respectivamente. Em contrapartida, outros 6 estados apresentaram quedas, com destaque para João Pessoa (-2,91%) e Natal (-2,90%).

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O cálculo do salário mínimo brasileiro considera o resultado da soma entre o crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto) do ano anterior ao que será feito o reajuste, com o valor acumulado pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) daquele ano. O resultado obtido é somado ao salário mínimo vigente. Vale ressaltar que como medida preventiva é adotado o valor zero caso o PIB apresente um valor negativo, evitando a diminuição do salário.

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