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Bolsonaro muda de opinião e aceita depor presencialmente à PF

Diante da nova decisão de Bolsonaro, o STF decidiu adiar por mais uma vez o julgamento sobre o formato do depoimento do presidente.

Marcos Corrêa/PR

Nesta quarta-feira, 6, o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que pretende ir presencialmente depor no inquérito que vem apurando uma suposta interferência política na Polícia Federal. Contudo, vale destacar que, anteriormente, o chefe do Executivo já vinha pedindo permissão para se manifestar no caso por escrito, o que vinha sendo analisado pela Justiça.

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O STF foi informado sobre a mudança de posicionamento do presidente pela AGU (Advocacia-Geral da União). A informação foi anunciada em plenário na quarta-feira, 6. Diante disso, o Supremo acabou adiando, por mais uma vez, o julgamento que definiria se o chefe do Executivo poderia, ou não, dar a sua versão dos fatos por escrito.

O ministro e presidente do STF, Luiz Fux, até chegou a colocar o assunto em pauta, contudo, logo depois o ministro Alexandre de Moraes, atual relator do caso, anunciou a nova posição do líder do Executivo.

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Diante da nova decisão de Bolsonaro, terá que ser avaliado se o recurso da Advocacia-Geral da União contra o depoimento presencial do mandatário poderá, ou não, ser julgado.

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Bolsonaro deverá ser ouvido no inquérito que teve início no ano de 2019 após denúncias feitas pelo ex-ministro Sergio Moro. Por determinação de Alexandre Moraes, as investigações foram retomadas em agosto deste ano.

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A forma que Bolsonaro irá prestar depoimento começou a ser discutida em outubro do ano passado. Na ocasião, o até então relator do caso, ministro Celso de Mello, defendeu que o presidente deveria ser ouvido presencialmente.

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