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De provável pastor a milionário, PF investiga homem conhecido como ‘faraó dos bitcoins’

Homem foi preso pela Polícia Federal e é suspeito de liderar esquema de pirâmide financeira.

Foto: Reprodução/O Globo

Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o “faraó dos bitcoins” foi preso e está sendo investigado pela Polícia Federal por ser o suposto líder de um esquema de pirâmide financeira. O homem levava uma vida pacata e simples quando no ano de 2015 abriu uma empresa na cidade de Cabo Frio, no estado do Rio de Janeiro, e viu seu patrimônio crescer consideravelmente.

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A história de Glaidson é curiosa, pois no ano de 2003 ele ingressou na Igreja Universal do Reino de Deus e começou a fazer um treinamento para se tornar pastor da entidade religiosa, entretanto, a vida como homem de Deus não durou muito, pois o “faraó dos bitcoins” foi afastado pela própria igreja por não atender aos padrões estabelecidos pelo ministério. 

Já no ano de 2014, um ano antes de abrir sua primeira empresa, Glaidson trabalhava como garçom na orla da badalada cidade de Búzios. Naquela época seus vencimentos mensais não ultrapassavam R$ 800. Contudo, ocorreu uma guinada na vida financeira do homem de 2015 a 2021, Glaidson conseguiu se tornar dono de quatro empresas que juntas somam um capital social de mais de R$ 135 milhões.

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O homem se tornou alvo da PF e foi preso na última quinta-feira (25), acusado de chefiar um esquema de pirâmide. De acordo com as investigações, Glaidson prometia aos seus clientes 10% de lucro por mês nos investimentos realizados em criptomoedas. Contudo, o valor repassado aos clientes não eram os frutos dos rendimentos, mas o dinheiro de novos clientes atraídos pela pirâmide. 

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As autoridades suspeitam que o homem chegou a movimentar quantias bilionárias. Glaidson foi preso em uma casa de luxo, na cidade do Rio de Janeiro e sua mulher, sua sócia nos negócios, está foragida. O “faraó dos bitcoins” chegou a doar mais de R$ 70 milhões a Igreja Universal.

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