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Variante Delta da Covid-19 tem carga viral 300 vezes maior em pessoas infectadas

Diversos estados brasileiros já registraram casos da variante originária da Índia.

Correio Braziliense

Embora o estágio de vacinação contra a Covid-19 esteja avançado em vários países, a variante Delta vem causando preocupação nos especialistas pelo seu poderio viral mais expressivo do que outras cepas do coronavírus.

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De acordo com um estudo divulgado pela Agência de Prevenção e Controle de Doenças da Coreia do Sul nesta terça-feira (24), pessoas que são infectadas pela variante de origem indiana possuem um poder se disseminação do vírus 300 vezes maior do que pacientes infectados pela cepa original do coronavírus. 

Esse pico expressivo, no entanto, só seria registrado nos primeiros dias da infecção, sendo reduzido consideravelmente na sequência, igualando-se assim ao poder de infecção de outras variantes da Covid-19. Passados os quatro primeiros dias, os pacientes infectados com a variante Delta teriam uma carga viral 30 vezes maior em relação aos pacientes que contraem a Sars-Cov-2 original. Com 10 dias, a carga viral é equiparada. 

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Em entrevista concedida após a divulgado do estudo, o ministro da Saúde da Coreia do Sul, Lee Sang-won, pontuou sobre a informação. 

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“Mas isso não significa que a Delta seja 300 vezes mais infecciosa. Estimamos que sua taxa de transmissão corresponda a 1,6 vez a taxa da variante Alfa (Reino Unido), e a cerca de duas vezes a versão original do vírus”, disse Lee.

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As recomendações para se precaver da variante Delta da Covid-19 segue o mesmo padrão das outras cepas: concluir a vacinação, manter higiene das mãos, utilizar máscara de proteção individual e evitar aglomerações.

Números 

Em solo brasileiro, a Covid-19 já registrou mais de 20,5 milhões de pessoas infectadas, com 574.848 óbitos, de acordo com o último boletim epidemiológico divulgado. 

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