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Empresa faz exigências absurdas para que mulheres sejam contratadas: ‘Maioria do público é homem’

Indignada, jovem que se candidataria à vaga divulgou prints do assédio nas redes sociais.

Montagem: i7 Network

Noemi Cavalcanti, de 22 anos, usou as redes sociais para expor sua indignação após o responsável por uma loja de produtos eletrônicos pedir que a mesma usasse vestido curto e decote para que pudesse ser contratada para uma vaga de trabalho.

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A vítima do assédio, que tem dois filhos, conta que está sem emprego e que encontrou a vaga em um site. Segundo ela, o anúncio dava conta de uma vaga para o cargo de secretária, com salário estipulado em R$ 1,5 mil, porém, não fazia qualquer tipo de especificação quanto às vestes que deveriam ser usadas pelas candidatas e funcionárias.

Com experiência em serviços gerais, atendimento em padaria e vendas, Noemi se considerou apta a concorrer à vaga e, então, salvou o contato informado e enviou uma mensagem.

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Nesse momento, a jovem foi, então, surpreendida com um texto citando as exigências para concorrer ao cargo. “Foi aí que me responderam já com um texto enorme falando que precisavam de uma mulher atraente. Pediram nome, Instagram pessoal, foto do corpo e do rosto”, destaca.

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Totalmente indignada, a jovem deu prosseguimento a conversa, a fim de conseguir mais provas do assédio. Noemi questionou também se o vestido curto seria por conta da empresa, ao que foi respondido que sim, porém, se ela pudesse usar um no dia da entrevista seria melhor.

A equipe de reportagem do portal de notícias Metrópoles chegou a procurar o responsável pela loja, que fica localizada na Feira dos Importados, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Distrito Federal, porém, o local estava fechado.

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Escrito por Higor Mendes

Redator com três anos de experiência, apaixonado por história da Segunda Guerra Mundial, política, futebol e curiosidades em geral.