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Mulher indígena recusa vacina durante gravidez por medo e morre vítima da Covid-19

Jovem sofreu três paradas cardiorrespiratórias e acabou não resistindo; família não acredita que ela tenha morrido de Covid-19.

UOL

Uma jovem indígena de 26 anos morreu vítima de complicações oriundas da Covid-19. O caso ocorreu na cidade de Ibirama, em Santa Catarina. Identificada como Xokleng Daniela Caxias, a mulher deu à luz seu segundo bebê no mês passado, e acabou sofrendo três paradas cardíacas e morte cerebral, durante tratamento contra a doença.

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De acordo com informações da família, Daniela optou por deixar a área urbana do município de Vitor Meireles para se abrigar na Aldeia Figueira, durante o período gestacional. Em entrevista ao portal UOL, Vitor Vicente, esposo da indígena, afirma que os familiares não acreditam que ela morreu por complicações da Covid-19, uma vez que ela vinha cumprindo à risca o isolamento.

O jovem de 23 anos, no entanto, destaca que a jovem não tomou o imunizante contra a doença por receio de efeitos colaterais e consequências. A gestação não era de risco e não apresentou intercorrências

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“Todo mundo está falando de covid-19, mas não acreditamos nisso porque ninguém mais da família pegou. Ela não tomou vacina porque estava grávida e ficou com medo de fazer mal para o bebê”, desabafou Vitor. 

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Posicionamento

Em nota enviada para a NSC TV (afiliada da Globo em SC), a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) disse que a jovem chegou a recusar a vacina por quatro vezes no período de pré-natal. Em maio deste ano, o Ministério da Saúde chegou a suspender a recomendação de vacinação em grávidas, mas em julho retomou a campanha.

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Na Aldeia onde a jovem estava desde março, a pasta ainda informou que das 131 pessoas acima dos 18 anos residentes no local, 11 delas se recusaram a receber a vacina contra a Covid-19. Daniela deixou um filho de oito anos de idade.

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