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Sem provar fraudes em eleição, Bolsonaro completa 500 dias de acusações

Há exatos 500 dias Bolsonaro iniciou acusações de fraudes na eleição, mas nunca apresentou provas.

Reprodução/Site oficial da Globo

Completam nesta quinta-feira (23), exatos 500 dias desde que o presidente Jair Bolsonaro, hoje sem partido, começou a acusar a existência de fraudes nas eleições de 2018. A primeira declaração foi dada no dia 9 de março de 2020 e prometeu apresentar provas da acusação, mas os indícios nunca apareceram.

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Em declaração dada a seus apoiadores, Jair Bolsonaro afirmou que teria ganhado as eleições 2018 ainda em primeiro turno e que se baseava em provas que tinha em mãos para tal acusação. As provas mencionadas nunca foram apresentadas, nem mesmo após ser desafiado a apresentá-las perante a Justiça.

Devido àsacusações, o presidente enfrenta alguns processos judiciais pelo país e sua defesa alega perante os tribunais que as declarações foram feitas de forma completamente informal e o presidente não pode ser responsabilizado. O próprio filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, já admitiu que não existe nenhuma prova de fraude.

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Ações contra o presidente Jair Bolsonaro

Após as acusações de fraude nas eleições de 2018, o presidente Jair Bolsonaro enfrenta três ações judiciais abertas para obrigá-lo a apresentar as provas que possuía, mas até hoje não apresentou.

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Em São Paulo, o movimento “Livres” exige que Bolsonaro responda judicialmente se houve fraude nas eleições e onde estariam as provas citadas. Mesmo que o advogado do presidente, Marcos Fujinami Hamada tenha alegado ser uma declaração informal, o julgamento está marcado para 29 de julho.

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Já em Santa Catarina, a ação foi movida pelos servidores da Justiça Federal do estado que, revoltados com as acusações do presidente, pedem indenização por danos morais e explicações sobre as declarações. Ainda não há data para julgamento do processo.

A terceira ação, que deve dar mais dor de cabeça a Bolsonaro, foi aberta pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O corregedor-geral Luis Felipe Salomão deu 15 dias de prazo para que o presidente apresentasse as provas que alegar ter, mas não houve manifestação até agora. Com o recesso do tribunal em julho, o prazo foi estendido até agosto.

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