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Professora grávida de 5 meses morre de Covid, ela havia ministrado aula presencial um dia antes

A professora, que estava grávida, esteve em sala de aula um dia antes de sua morte.

G1

A Covid-19 tem tirado a vida de milhares de pessoas ao redor do mundo. No Brasil, os casos da doença começaram a sofrer queda recentemente, porém muitos brasileiros ainda estão morrendo em virtude da enfermidade. Uma professora que estava grávida de cinco meses se tornou mais uma vítima do vírus.

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A professora grávida morreu de Covid-19 no último sábado, 17 de julho. Ela era moradora da cidade de Paranatinga, que fica 336 km de Cuiabá, estado do Mato Grosso. Juliana Daletezze dos Reis, de 30 anos, ministrou aulas presenciais normalmente, um dia antes de sua morte. Contudo, a docente se sentiu mal no final do dia e foi ao hospital.

Segundo informação dos familiares, a professora teria enviado mensagens aos parentes durante o horário de trabalho, reclamando que estava cansada e procuraria ajuda médica assim que terminasse as aulas. No final do expediente, Juliana compareceu a uma UPA – Unidade de Pronto Atendimento. Com o teste positivo para o coronavírus e com os pulmões comprometidos, ela teve que ser intubada imediatamente.

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A suspeita é que a docente tenha pegado o vírus dias antes, mas não tinha conhecimento. A saúde de Juliana ficou ainda mais grave e foi necessária uma transferência para a Santa Casa de Misericórdia no município vizinho, em Rondonópolis. Infelizmente, por causa das complicações respiratórias a professora não resistiu.

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O estado já havia liberado a vacina para as gestantes e professores, porém, conforme informação dos parentes, ela não havia se vacinado, pois estava aguardando a avaliação do médico que acompanhava sua gravidez. Ela não possuía nenhum tipo de comorbidade, era casada e tinha um filho de cinco anos.

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O Sintep-MT, que é o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público, fez questão de divulgar uma nota, lamentando a perda da docente; e ressaltou os riscos de submeter os profissionais da educação às aulas presenciais sem que todos estejam vacinados.

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