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Nova pesquisa de Oxford aponta se Azitromicina é ou não eficaz contra Covid-19

Durante o estudo, os 292 voluntários hospitalizados com a Covid-19 receberam doses diárias do antibiótico.

Cadu Rolim/Estadão Conteúdo

Um estudo publicado na revista científica The Lancet Respiratory Medicine e apresentado no Congresso Europeu de Microbiologia e Doenças Infecciosas, na última sexta-feira (9), constatou que o antibiótico azitromicina não impede que casos de Covid-19 venham a evoluir para hospitalização ou óbito.

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Na parceria firmada entre o Hospital John Radcliffe e a Universidade de Oxford, o estudo, liderado pelo médico Timothy Hinks, reforçou que o medicamento não deve ser utilizado contra a Covid-19.

Além disso, os especialistas alertaram para que as nações cessem o uso indevido da droga, uma vez que sua utilização pode fazer com que bactérias se tornem resistentes ao seu princípio ativo e, consequentemente, ofereça complicações ao tratamento de outras infecções, que poderiam ser curadas com a azitromicina.

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Durante esta pesquisa, que teve como objetivo avaliar se a azitromicina seria, de fato, eficaz na redução dos casos graves de Covid-19, os 292 pacientes hospitalizados, acima de 18 anos, e com menos de 14 dias de sintomas, foram analisados no período entre junho de 2020 e 2021.

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Nesse período, os voluntários receberam diariamente doses do antibiótico, porém, não apresentaram qualquer evolução positiva após as análises. “Ficou claro, nesse ensaio, que adicionar Azitromicina ao tratamento padrão não reduziu o risco de hospitalização ou morte subsequente. É essencial que médicos em todo o mundo parem de usar este medicamento para tratamento contra a Covid-19”, afirmou um dos autores da pesquisa.

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Escrito por Higor Mendes

Redator com três anos de experiência, apaixonado por história da Segunda Guerra Mundial, política, futebol e curiosidades em geral.