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Ex-membro do governo diz ter cometido crime ao ‘ter assessorado Bolsonaro’

Arthur Weintraub foi convocado para depor na CPI da Covid e se mostrou arrependido pela participação no governo.

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Arthur Weintraub,  ex-membro do governo participou do programa Opinião no Ar, da RedeTV! e  afirmou que o crime atribuído a ele foi ter assessorado Bolsonaro nos primeiros meses da pandemia ocasionada pela doença Covid-19. Arthur também foi questionado sobre a existência de um suposto gabinete paralelo ligado à presidência da República e negou a existência da mesmo. O gabinete paralelo teria a função de auxiliar Jair Bolsonaro (Sem Partido) no combate à crise sanitária.

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O ex-assessor do Planalto foi colocado na lista de nomes dos investigados pela Comissão de Inquérito Parlamentar. Atualmente Arthur é secretário da OEA (Organização dos Estados Americanos). O ex-assessor de Bolsonaro declarou que seu trabalho era bastante específico e consistia apenas em elaborar resumos científicos para serem apresentados a Bolsonaro, além de realizar uma ponte entre o presidente e importantes nomes do meio da ciência e medicina.

Arthur declarou que no início da pandemia, Bolsonaro o chamou e disse para que ele começasse a estudar sobre a pandemia. O ex-assessor acatou a ordem do líder do Executivo e começou a realizar resumos científicos para apresentar ao presidente. 

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Weintraub é apontado como o articulador de um gabinete paralelo, um grupo fechado ligado à presidência da República que teria como objetivo trabalhar de forma extraoficial no combate a pandemia. O secretário da OEA negou qualquer envolvimento com tal gabinete e afirmou que não possuir nenhum contato com os ministros da Saúde, nem mesmo por aplicativo de mensagens.

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O depoimento de Arthur estava marcado para o dia 26 de maio, entretanto, a CPI ainda não encontrou um consenso para que o ex-assessor de Bolsonaro venha depor. Atualmente Arthur está residindo nos EUA.

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