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OMS fala em retirada de máscara, mas critérios excluiriam Brasil

Sem estar com a pandemia controlada, Brasil não poderia retirar máscara de população ainda.

Reprodução/site oficial da Folha de São Paulo

Após quase um ano e meio de pandemia, com o avanço da vacinação pelo mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já considera que governos possam começar a cogitar relaxar medidas de distanciamento social e uso de máscara para a população vacinada. Mas isso seria possível somente em locais que estão com a taxa de transmissão muito reduzida, com o vírus sobre controle, ou locais que não possuem novas variantes da COVID-19, sendo assim o Brasil não estaria nem perto de atender aos critérios.

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A nova recomendação de 25 páginas foi elaborada pelos técnicos da entidade de saúde, sendo que a OMS admite que medidas restritivas de confinamento geram uma grande pressão social e até ameaças para a população mais vulnerável, mas enfatiza que cabe aos governos planejarem formas de atender às necessidades destes grupos e manter as recomendações de distanciamento social.

A ampliação da vacinação pelo mundo, levou a entidade a se manifestar quanto à necessidade de repensar às medidas restritivas e seus possíveis relaxamentos, mas que deverá ser feita com calma e bem elaborada, já que pessoas vacinas ainda podem se infectarem e transmitirem a COVID, mesmo que em probabilidade bem reduzida.

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Taxa de infecção no Brasil não atende critério da OMS

Mesmo que a OMS fale pela primeira vez que é possível considerar a retirada de máscaras para a população vacinada, o Brasil estaria longe de atender aos critérios apresentados pela entidade. O principal critério para que o relaxamento aconteça, é que o local possua uma baixa incidência de COVID-19, com menos de 20 casos para cada 100 mil habitantes.

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Com o país terminando a última semana com quase 450 mil novos casos, mais de 200 para cada 100 mil habitantes, estaria muito longe de atingir os critérios e poder pensar em relaxamento de restrições.

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Mortes elevadas e no sentido oposto do mundo

Enquanto o mundo vê reduções de 2% no número de mortes por COVID-19, o Brasil apresenta um aumento de 14% na quantidade de mortes nos últimos 7 dias, sendo mais 13 mil mortes em apenas sete dias. O Brasil, que não supera somente a Índia em números, teve quase o dobro de mortes registrados por todos os 55 países europeus juntos (7,2 mil mortes). Além disso, a taxa de infecção no nosso país estaria estagnada, enquanto o mundo apresenta queda.

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