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Médico fala sobre paciente que morreu com doença do fungo preto: ‘Tecido sem vida, corta e não sangra’

O médico que atuou no atendimento do paciente com a doença do fungo preto falou sobre a situação do homem.

EM/Montagem

A doença do fungo preto, a chamada mucormicose, que tem mutilado alguns pacientes recuperados de Covid-19, é a grande preocupação da Índia. No Brasil, casos de fungo preto já foram diagnosticados em alguns pacientes. Um homem, de 56 anos, da cidade de Manaus, estado do Amazonas, foi diagnosticado com a enfermidade. Ele chegou ao hospital com a infecção no olho direito e na região do maxilar.

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Segundo a equipe que atuou no atendimento do paciente, a área atingida já apresentava sinais de necrose. Exames detectaram que o cérebro dele também estava afetado pela enfermidade. O homem sofria de diabetes e não realizava o tratamento correto contra a doença. Conforme a equipe, o descontrole da diabetes foi o principal fator que levou ao agravamento da situação. 

A doença do fungo preto mata mais de 50% dos pacientes afetados, conforme estudos relacionados sobre o tema. Grande parte das pessoas que desenvolvem mucormicose precisam ser submetidas a procedimentos cirúrgicos mutilantes para a retirada de partes do corpo que são atingidas pelo fungo.

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Os fungos que causam a mucormicose estão presentes em vários países, inclusive o Brasil. Eles podem ser observados em vários alimentos, como nas frutas e no pão. Muita gente pode conviver com o fungo sem desenvolver a enfermidade. A explicação é que o desenvolvimento da infecção vai depender da condição de saúde de cada indivíduo.

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Na face dele havia uma área de necrose, que é como se a pele ficasse inchada. Essa necrose é quando há um ponto meio escurecido, no qual não há mais gordura embaixo da pele, apenas uma área de pus. É um tecido sem vida, que você corta e não sangra”, explicou o médico Mendonça, que trabalhou no atendimento ao paciente.

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O médico frisou ainda que o paciente já chegou à unidade com um quadro clínico grave. O especialista relatou que foi necessário fazer a retirada do tecido necrosado do rosto do homem para evitar que a infecção se propagasse ainda mais, porém, apesar de todos os esforços, ele infelizmente ele acabou morrendo.

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Escrito por Shyrlene Souza

Redatora na web desde 2016, formada em ciências contábeis, apaixonada pela redação desde criança. Escrevo sobre assuntos diversos, famosos, maternidade e notícias que se destacam no Brasil e no mundo.