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CPI da Covid aprova quebra de sigilo telefônico de Ernesto, Pazuello e mais 17 pessoas

No total, 19 pessoas estão inclusas no requerimento de quebra de sigilo telefônico e deverão fornecer informações a CPI.

Gabriela Biló / Estadão

Na quarta-feira, 9, a CPI da Covid aprovou a quebra do sigilo telefônico de pessoas ligadas ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e integrantes de um “gabinete paralelo” que chegou a assessorar Bolsonaro, desta forma, incentivando o discurso contra a vacina e favorável ao tratamento precoce da doença. Nesta lista está os nomes dos ex-ministros Eduardo Pazuello, da Saúde, e Ernesto Araújo, das Relações Exteriores.

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A aprovação da quebra dos sigilos telefônicos acabou sofrendo uma reação contrária de apoiadores do presidente, contudo, pode acabar reforçando os elementos que a comissão vem reunindo para responsabilizar o governo federal pelo descontrole da pandemia da Covid no país.

No total 19 pessoas terão que conceder a CPI da Covid informações telefônicas, como todas as ligações realizadas e recebidas, e telemáticas, como os dados de acesso e a troca de mensagens de texto.

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O auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), Alexandre Marques, também terá que conceder os dados ao processo. Vale lembrar que Marques foi o responsável por um estudo paralelo que questionou as mortes por coronavírus no Brasil e, inclusive, chegou a ser usado por Bolsonaro, que acabou sendo desmentido pelo TCU.

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Integrantes da comissão decidiram por deixar de fora os requerimentos para quebrar o sigilo telefônico da médica Nise Yamaguchi, aliada do governo Bolsonaro, e do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente. Diante disso, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), esclareceu que só adotaria tal medida com pessoas envolvidas em atos investigados objetivamente pela CPI da Covid.

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