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Trabalhar ‘muito’ mata 745 mil pessoas por ano, diz estudo; Número pode piorar com a pandemia

De acordo com o estudo, há países onde uma jornada de trabalho excessiva aumenta em 35% as chances de AVC.

Reprodução/Unsplash

De acordo com um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), jornadas excessivas de trabalho estão matando milhares de pessoas por todo o mundo. Em 2016, o primeiro estudo desse tipo acabou revelando que 745 mil pessoas morreram em decorrência de doenças cardíacas ou derrames devido a longas horas de trabalho.

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Esse mesmo relatório ainda aponta dois grupos de pessoas que mais são afetadas: as moradoras do Sudeste Asiático e as que vivem na região do Pacífico Ocidental. Além disso, a OMS ainda alerta que tais dados podem sofrer uma piora diante da pandemia da Covid-19.

No Brasil, 4% da população vive exposta ao trabalho excessivo- 55 horas ou mais por semana. Desta forma, o país acaba ficando entre os menos afetados por longas jornadas de trabalho. Há países onde esse problema é ainda mais grave, e o porcentual da população que vive essas condições de trabalho chega a mais de 33%.

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Além disso, o estudo ainda estima que jornadas de 55 horas ou mais semanalmente está associado a um risco 35% maior de o trabalhador sofrer um AVC (Acidente vascular cerebral) e 17% maior dele acabar morrendo de alguma doença cardíaca, isso se comparado com uma semana de 35 a 40 horas de trabalho.

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A pesquisa, que foi realizada em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta ainda que a cada quatro mortos por consequências de trabalho excessivo três eram homens de meia-idade ou mais velhos. Ainda segundo o estudo, em muitos casos a morte acaba acontecendo muito tempo depois, às vezes décadas, após o período em que o trabalhador realizou a longa jornada de trabalho.

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