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Santa Catarina investiga dois casos suspeitos de fungo negro; doença pode causar ‘mutilações’ e levar à morte

Vários estados do Brasil já computaram casos suspeitos e confirmados da doença.

REPRODUÇÃO/YAHOO FINANÇAS

O estado de Santa Catarina investiga mais dois casos suspeitos de mucormicose, popularmente conhecido como doença do fungo negro. A informação foi confirmada na última terça-feira (8) pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC). Os registros são no município de Chapecó e Jaraguá do Sul.

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Ainda, segundo a pasta, há outro caso suspeito que está sendo monitorado em Joinville. O paciente é um homem de 52 anos, que testou positivo para a Covid-19 e tem histórico de comorbidades, como diabetes e artrite.

A Dive/SC informou que todos os três casos estão no aguardo de confirmação dos resultados dos exames, que podem demorar quase um mês. O nome dos outros dois pacientes suspeitos, bem como sexo, idade ou histórico de comorbidades não foi revelado. 

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A doença 

A mucormicose não é uma enfermidade nova, pelo contrário, o primeiro surgimento dela foi registrado em 1865. Contudo, diante do aumento de casos da Covid-19, a doença aparece em uma frequência mais constante, principalmente na Índia. 

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A infecção causada por um fungo da classe Zygomycetes e ordem Mucorales ataca organismos frágeis, com a imunidade baixa e pacientes com comorbidades, como por exemplo diabetes. A doença do fungo negro não é contagiosa, ou seja, não pode ser transmitida no contato entre humanos e animais. Contudo, ela pode se espalhar a partir de esporos de fungos, presentes no ar ou no ambiente. 

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A infecção possui uma alta taxa de letalidade em organismos com sistema imunológico prejudicado, podendo acarretar ainda em mutilações de partes afetadas pelo problema, uma vez que há a necrose dos vasos.

Especialistas estão mergulhados em estudos para apurar a ligação do fungo negro com a Covid-19. 

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