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Governo insinua que revista internacional sugeriu matar Bolsonaro

A Secom comentou sobre uma reportagem internacional através das redes sociais e distorceu todo o conteúdo do texto.

Pablo Jacob/Agência O Globo

No último domingo, 6, o governo Jair Bolsonaro, acabou distorcendo uma reportagem divulgada na capa da revista inglesa The Economist, que fala sobre a pandemia da Covid-19 no Brasil, e acusou a o veículo de notícia de ter sugerido a morte do presidente da República para superar a crise no país.

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Ao comentar sobre a publicação, realizada por uma das revistas de maior prestígio internacional, o governo acusou a revista de uma suposta tentativa de interferência nas questões domésticas e ainda de fazer apologia a um golpe das Forças Armadas contra o chefe do Executivo.

A Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) realizou um total de 23 postagens no Twitter no intuito de distorcer o conteúdo “É hora de ir embora”, cuja a tradução já foi divulgada pelo Estadão. No entanto, vale ressaltar que o Palácio do Planalto não divulgou nenhuma nota oficial sobre o assunto, ao invés disso, apenas fez a sequência de posts nas redes sociais.

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Nas redes sociais, a Secom fez questão de rebater a reportagem, que trouxe na capa o Cristo Redentor “respirando” através de um cilindro de oxigênio, o que, vale lembrar, já foi remetido em capas de governos anteriores a respeito do Brasil.

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Nos tuítes, a Secom afirmou que, “em suma”, a reportagem diz que o chefe do Executivo seria ditador e estaria matando o seu próprio povo. Além disso, na interpretação dos assessores da Secom, o texto da reportagem também diz que os apoiadores do presidente estariam dispostos à iniciar uma guerra civil, enquanto o Exército estaria disposto a intervir caso o chefe do Executivo perca as eleições seguintes.

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