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Fungo negro: como evitar contágio? Existe tratamento? Conheça as respostas sobre doença que circula no Brasil

Estado do Mato Grosso do Sul registrou dois casos suspeitos da doença; um dos pacientes morreu.

Yahoo - YouTube - Montagem Aparecido Viera

Nos últimos dias, a mucormicose, popularmente conhecida como doença do “fungo negro” voltou aos holofotes e ligou o alerta de especialistas e a população mundial. Principal epicentro da pandemia da Covid-19 no mundo no momento, a Índia registrou quase 10 mil casos do problema em pacientes infectados pelo coronavírus.

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Em solo nacional, um homem idoso morreu na última quarta-feira (2), em Campo Grande, sob a suspeita da doença do “fungo negro”. Segundo informações do Ministério da Saúde, o Brasil já registrou neste ano, 29 casos de mucormicose. O índice preocupa, uma vez que em todo o ano de 2020, 36 casos foram registrados em solo nacional.

Diante deste cenário, surgem muitas dúvidas acerca desta doença que teve o seu primeiro caso diagnosticado em 1865. Como se prevenir? É contagiosa? Existe tratamento?

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Segundo o Ministério da Saúde, “não é possível relacionar, até o momento, os casos de mucormicose registrados no Brasil com a Covid-19 e as variantes do vírus”, mesmo assim o alerta segue ligado, uma vez que o aumento de casos em solo nacional ocorre paralelamente à pandemia.

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Segundo especialistas, a mucormicose mata mais de 50% dos acometidos. Em muitos casos, o paciente com o problema precisa passar por cirurgia mutilante, que retiram parte do corpo afetadas pelo micro-organismo.

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Embora o cenário assuste, por conta do elevado número de casos na Índia, os especialistas classificam que a situação não é motivo para seja gerado pânico ou grande alarde, acrescentando ainda como improvável a possibilidade de algo parecido com o que ocorre na Índia seja registrado no Brasil e em outros países do mundo.

“A mucormicose não é algo que vai se espalhar pelo mundo”, disse o infectologista Flávio de Queiroz Telles Filho.

Como se prevenir?

Em entrevista à BBC Brasil, Telles Filho aponta que o principal cuidado se inicia com as equipes de saúde, que precisam ter extrema atenção com higiene e lavagem das mãos, bem como na operação de cateteres e outros dispositivos que estão próximos ao paciente.

Com isso, já é possível evitar a contaminação desses materiais e a entrada de fungos seja pela respiração ou através dos vasos sanguíneos.

Ainda segundo Telles, no cuidado individual é sempre bom ter cautela com a própria saúde e manter doenças, como diabetes, sob controle. Pessoas com este tipo de comorbidade, apresentam um resistência imunológica menor, o que facilita para ação do fungo.

Tratamento caro

A mucormicose costuma entrar pelo nariz do paciente e logo toma conta dos vasos sanguíneos da região facial, criando manchas escuras, provocando a necrose dos tecidos, por isso a alcunha de “fungo negro”. Em um organismo saudável, o próprio sistema imunológico se encarrega de lidar com o problema, e muitas vezes a pessoa nem sente sintomas.

Contudo, em casos de pessoas com comorbidades, o cenário é distinto, e o tratamento com médicos representam alto custo. De acordo com a colunista Mônica Bérgamo, do jornal Folha de S. Paulo, o tratamento pode chegar a casa de R$ 10 mil diariamente.

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