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Pai de um dos bebês que morreu em ataque à creche desabafa após um mês da perda: ‘Nós vivíamos por ela’

Responsável pela ação criminosa, Fabiano Kipper Mai segue detido de forma preventiva.

G1 - Montagem

Passado um mês do ataque bárbaro cometido no interior da creche Escola Pro-Infância Aquarela, em Santa Catarina, os familiares das vítimas ainda tentam superar o sentimento de sofrimento diante das perdas irreparáveis, e buscam forças para seguir a vida.

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Em entrevista ao portal G1, o pai de uma das três crianças que foi atacada no dia 4 de maio, e não resistiu, Evandro Sehn, fez um desabafo comovente ao contar como foi os últimos 30 dias após a perda da filha única. 

“Nós vivíamos por ela. Antes, os dias eram corridos. Agora, eles se tornaram intermináveis. Sentimos sua falta em tudo”, desabafou o pai.

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A pequena Sarah Luiza Mahle Sehn, de 1 ano e 7 meses, foi uma das cinco vítimas fatais do atentado feito pelo jovem Fabiano Kipper Mai, de 18 anos. O adolescente vitimou duas funcionárias da instituição de ensino infantil e outras três crianças menores de 2 anos. Um outro bebê ficou gravemente ferido, mas se recuperou dos ferimentos e já está com a família. 

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Preso 

Após ficar internado por mais de uma semana em função de ter se golpeado diversas vezes tentando tirar a própria vida, o jovem Fabiano Kipper foi encaminhado para uma unidade prisional da cidade de Chapecó.

O adolescente segue cumprindo prisão preventiva, enquanto aguarda o julgamento do processo. Ele responderá por cinco homicídios triplamente qualificados e 14 tentativas de homicídio. A defesa dele já solicitou junto à Justiça um exame de sanidade mental. 

No processo de investigação, a Polícia Civil de SC constatou que Fabiano pretendia atacar a escola onde estudava, mas declinou da ideia após não conseguir comprar armas de fogo, e optou pela creche por ser mais vulnerável.

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