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Hospital investiga paciente com caso de ‘fungo negro’ em SP; doença tem ligação com Covid-19 e leva à morte

Ministério da Saúde já foi notificado sobre caso e acompanha situação do paciente.

G1

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP confirmou que está monitorando um caso da doença rara intitulada de mucormicose, popularmente chamada de “fungo negro”. O paciente investigado é um homem na faixa dos 30 anos, que teve Covid-19, de forma moderada.

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A unidade hospitalar está aguardando a confirmação de exames para confirmar o caso junto ao Ministério da Saúde, que também já vem acompanhando o caso. 

Segundo informações da pasta, do início de 2018 até os dias atuais, o Brasil computou 137 casos da doença do “fungo negro”. O ano de 2019 foi o que registrou mais casos, foram 47 pessoas diagnosticadas.

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Neste ano, em um paralelo com o cenário de pandemia da Covid-19, o Brasil registrou 29 casos, entre eles, quatro se deram após infecção pelo coronavírus. Os registros de diagnósticos foram em Araguaina, no Pará, Fortaleza, Natal e São Paulo.

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Surto na Índia

Protagonizando um verdadeiro caos em seu sistema de saúde, com uma variante letal da Covid-19, a Índia passou a viver um drama com casos do “fungo negro” em pacientes infectados pelo coronavírus. Somente na última semana de maio, foram 9 mil casos reportados, a maioria em pessoas que contraíram ou ainda lutam contra a Covid-19, e possuem comorbidades como diabetes, principais vítimas letais da doença. 

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Sintomas

A mucormicose provoca sintomas como coceira, escurecimento ou descoloração do nariz, visão dupla ou turva, dificuldades de respirar, tosse com sangue, e eventualmente, necrose dos tecidos, que acabam ganhando tons escuros pela falta de circulação sanguínea, explicando assim a nomenclatura popular da doença, cujo o primeiro registro da doença é de 1865.

A doença do “fungo negro” não é contagiosa, ou seja, não é transmitida de uma pessoa para outra. 

De acordo com infectologistas, cada dia de atraso no diagnóstico e início de tratamento da doença representa um aumento entre 10% a 20% no risco de morte. 

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