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Caso Henry: MPRJ toma decisão arrebatadora contra Monique e Jairinho após quase três meses do crime

Parlamentar e professora permanecem cumprindo prisão preventiva em presídios distintos no RJ.

Reprodução - Record TV

No próximo dia 8 de junho, a morte do menino Henry Borel de Almeida, de 4 anos, completará três meses. O caso que chocou o país contou com quase dois meses de investigações da Polícia Civil, e culminou na prisão do vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e a namorada dele, a professora Monique Medeiros, mãe da vítima. O casal segue cumprindo prisão preventiva e aguardam o julgamento do processo.

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De acordo com informações do jornal “O Globo”, reveladas nesta quarta-feira (2), o Ministério Público do Rio de Janeiro irá pedir o bloqueio de bens do parlamentar e da mãe do menino. O motivo do pedido é impedir que as duas famílias vendam os patrimônios dos suspeitos, o que não sobraria dinheiro para indenizar o pai do menino, o engenheiro Leniel Borel.

Responsável pelo caso Henry, o promotor Fabio Vieira dos Santos, do 2º Tribunal do Júri, aponta que um cálculo genérico os suspeitos, se condenados, deverão pagar R$ 1,5 milhão, fazendo uma projeção sobre o valor que Leniel pagava de pensão à Monique. O casal está detido desde o dia 8 de abril. 

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“Será uma indenização na área criminal, porque a lei prevê uma reparação mínima. O pai da criança fazia um investimento no futuro dele, interrompido bruscamente. Se ele fazia isso, é porque ele deseja o bem-estar do filho, então, ele precisa ser ressarcido desse dano”, disse o promotor do caso. 

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Como parte do processo, o promotor ainda pedirá a quebra de sigilo fiscal de Monique e Jairinho, bem como de familiares dos dois suspeitos, com o objetivo de fazer um levantamento se as cifras chegam ao valor da indenização.

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Novo indiciamento

Na última terça-feira (1), Jairinho foi indiciado por mais um inquérito que apurou agressões do parlamentar contra o filho de uma ex-namorada, Débora Saraiva. Após a realização de exames e apuração, os investigadores chegaram à constatação de que o vereador foi responsável por fraturar o fêmur da criança após levá-lo para passear, com uma ação contundente. A mãe do menino também foi indiciada por omissão da informação. 

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