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Jairinho é indiciado por mais um crime de tortura após morte de Henry; ex-namorada também foi autuada

Parlamentar se complicou em mais um processo de acusação de violência contra criança.

UOL - Montagem

Detido desde o dia 8 de abril por ser o principal suspeito na morte do menino Henry Borel de Almeida, o vereador e médico Dr. Jairinho foi indiciado por tortura de mais uma criança, filho de uma ex-namorada do parlamentar, Débora Saraiva. A mulher também foi autuada, mas por omissão. As informações foram reveladas nesta terça-feira (1º) pela jornalista Clara Nery, da BandNews FM.

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A criança foi submetida a uma exame intitulado de Corpo de Delito Indireto, que é baseado em exames clínicos e não diretamente no corpo da vítima, visto que devido ao tempo passado (seis anos) fica impossível constatar algo de forma direta. Na análise, os peritos constataram que a ação que provocou a fratura no fêmur da criança foi por meio contundente, ou seja, com a utilização de força. 

Após meses de investigação, a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) encerrou o inquérito paralelo ao Caso Henry na última segunda-feira (31), e indiciou o parlamentar, que segue detido de forma preventiva. A vítima, na época, tinha 3 anos de idade. 

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Outro indiciamento

Ainda segundo a repórter, Jairinho e Débora também foram indiciados pelo crime de falsidade ideológica, uma vez que mentiram em suas respectivas oitivas na época, e omitiram a agressão praticada contra a criança. 

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O filho de Débora teria sido a terceira vítima do parlamentar, que já é acusado pelas agressões e morte do menino Henry Borel, e também por violência contra a filha de uma outra ex-namorada, caso ocorrido entre 2011 e 2012. 

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Caso Henry

Após meses de intensas investigações, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou o vereador e a mãe de Henry, Monique Medeiros, pelo crime contra a criança. O vereador foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e tortura, bem foi acusado de coagir testemuhas.

Já a mãe do menino recebeu indiciamento por homicídio, tortura omissiva, falsidade ideológica e coação de testemunhas que depuseram no caso que impactou o país. Em um primeiro momento, o casal foi detido de forma temporária (por 30 dias), por atrapalhar as investigações, mas depois do fechamento do inquérito, a prisão foi convertida em preventiva, sem a possibilidade de liberdade durante o andamento do processo. 

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