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Morte, choro e macas no meio da rua: pacientes de Covid-19 são atingidos por incêndio em hospital

Pacientes são retirados da ala da Covid-19 em Aracaju após incêndio; três pessoas morreram no local e uma durante a transferência.

Foto: Michele Costa/TV Sergipe

O desespero tomou conta dos profissionais de saúde do hospital Municipal Zona Norte Doutor Nestor Piva em Aracaju. Foi nesta sexta-feira (28), no início do dia, que um incêndio tomou conta da ala, onde doentes infectados pelo coronavírus se recuperavam.

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A Secretaria de Estado da Saúde informou que as vítimas que estavam internadas devido à gravidade Covid-19, foram socorridas as pressas. Eles inalaram fumaça e tiveram queimaduras pelo corpo.

Uma paciente de 77 anos, foi a primeira a ter a morte confirmada. Ela morreu no trajeto do hospital de Urgência Governador João Alves Filho em Sergipe. Não foi divulgado o nome de nenhuma vítima. Ainda de acordo com informações, haviam cerca de 60 pessoas na hora do incidente e todas tiveram que ser transferidas. Cerca de 35  desses pacientes foram levados para os hospitais da Polícia Militar (HPM).

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Os hospitais estão localizados em vários pontos da cidade. Fernando Franco, Senhor dos Passos, Hapvida e Caps Jael Patrício, entre outros. Ainda não se tem informação da causa do incêndio. Segundo testemunhas que estavam no local, a fumaça foi percebida por volta de 6h30, o fogo se alastrou pelo ambiente rapidamente.

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Alguns funcionários do hospital suspeitam que as chamas podem ter se iniciado no sistema de ar condicionado da unidade. Com instinto de sobrevivência, profissionais assustados com a situação de vida ou morte, trataram de retirar imediatamente os doentes da ala atingida, eles levaram os pacientes em suas macas para o meio da rua, a fim de protegê-los do fogo e da fumaça.

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Com a chegada dos bombeiros, as chamas foram controladas e as pessoas conseguiram deixar o local do incêndio.

Informações dadas pelo os bombeiros, dizem que uma perícia deve ser feita no local e após 30 dias saíra o resultado. “Foi um trabalho muito difícil já que havia muitas vidas envolvidas, pessoas que não tinham como sair do local e precisavam ser retiradas uma a uma”, contou o Coronel Alexandre, do Corpo de Bombeiros.

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Escrito por Valeria Soares

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