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Crianças devem ser vacinadas contra Covid-19?

A imunização de jovens crianças passa por uma análise científica e ética.

REPRODUÇAO/VEJA

Em vários países do mundo, a vacinação da população contra a covid-19 encontra-se avançada. O Estados Unidos, por exemplo, já vacinou aproximadamente 2,5 milhões jovens com idades entre 12 e 15 anos. Outros países também em situação parecida ainda não decidiram se irão vacinar suas crianças por causa de duas questões: científica e ética.

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Ponto de vista científico

Um dos motivos que é considerado a não vacinar as crianças contra a Covid-19 é que elas dificilmente possuem graves sintomas ao contrair a doença. Quando são infectadas, as crianças apresentam sintomas leves ou são assintomáticas, o que leva a priorizar outros grupos de pessoas.

No Reino Unido, até aquelas crianças que possuem algum tipo de comorbidade ainda não estão sendo vacinadas. Já na Inglaterra, 25% dos jovens de 16 a 17 anos possuem os anticorpos da doença mesmo ainda não sendo vacinados. Isso ocorre devido ao alto contágio nesta faixa etária.

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A vantagem de se vacinar os jovens adolescentes é que eles desempenham um papel importante na disseminação do vírus. Assim, se forem vacinados poderão diminuir o contágio em pessoas com maior perigo de desenvolver os sintomas.

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Ponto de vista ético

Olhando pela necessidade de vacinação, devido à grande demanda de vacinação e dificuldade de alguns países em fazê-la, ao se vacinar uma criança outras pessoas com maior necessidade ao redor do mundo estão ficando sem a imunização.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) orientou aos países desenvolvidos que eles deveriam adiar a vacinação de crianças e doar as vacinas para outros países que precisam dela. Porém, sabe-se que essa é uma decisão difícil. Do ponto de vista moral, as nações mais ricas ficam com essa decisão a ser tomada.

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