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Dor, comoção e revolta: diretora e professora mortas por engano em ataque bárbaro são sepultadas em SP

Jéssica e Marli acabaram não resistindo aos disparos efetuados contra o veículo em que elas estavam.

REPRODUÇÃO RECORD TV

As mortes de Jéssica Lopes Frazão, de 31 anos, e Marli Gomes de Lima Lana, de 42 anos, diretora e professora, respectivamente, de uma unidade escolar infantil de São Paulo, gerou forte comoção na última segunda-feira (24). A caminho do trabalho, as duas foram assassinadas na Zona Leste, após um grupo de criminosos cercarem o carro que ela trafegavam, durante uma tentativa de assalto. 

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Os corpos das duas vítimas foram sepultados na tarde desta terça-feira (25), na cidade de Ferraz de Vasconcelos, que fica na Grande São Paulo. A cerimônia foi marcada por forte emoção e revolta de familiares e amigos das duas profissionais que exerciam suas funções no Centro de Educação Jardim Lapena, na Zona Leste da capital paulista. 

“Nosso quadro [de funcionários] está consternado por tamanha perda. Ambas não eram apenas funcionárias, mas mulheres honestas, guerreiras, batalhadoras, mãe de família, com visão de um mundo melhor que lutavam pela educação do nosso país”, afirmou uma nota divulgado pela direção da unidade que as duas vítimas trabalhavam. 

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As duas profissionais também foram homenageadas pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, através de um comunicado publicado. As aulas na unidade serão retomadas nesta quarta (26). 

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Investigação

Mergulhada na apuração do caso, a Polícia Civil trabalha com a linha de que Jéssica e Marli foram vítimas de um ataque praticado por engano. Os criminosos tinham como objetivo assaltar um malote com dinheiro do posto de gasolina. O veículo em que elas estavam, que também tinha uma terceira pessoa, a merendeira da escola, era parecido com o do gerente do posto que fazia a movimentação das cifras.

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Em três carros, os criminosos cercaram o veículo das vítimas e já chegaram disparando tiros de fuzil. Ao menos 11 disparos foram identificados na perícia. 

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